Imersão NANO 2015.2

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A Imersão do Núcleo de Arte e Novos Organismos ocorreu em Copacabana, Rio de Janeiro no dia 8 de novembro de 2015.

Durante o dia todo, a equipe NANO, incluindo coordenadores, bolsistas e colaboradores, se juntaram para a primeira reunião para o Hiperorgânicos 6.

Esta 6ª edição do Hiperorgânicos traz como tema central o conceito “TransBORDA / OverFLOW”. O foco desta edição serão os fluxos de dados que cada vez mais permeiam o cotidiano em diversas formas expressivas que, amalgamadas aos processos vitais, ampliam a noção do vivo para além dos limites comuns.

Essa é a terceira edição da Imersão NANO. A primeira edição ocorreu em julho de 2014 na Granja Sagrada Família em Barra do Piraí, Rio de Janeiro.

Os participantes desta edição foram:

Guto Nóbrega
Malu Fragoso

Aline Netto
Ana Cecília MacDowell
André Anastácio
Bruna Mosca
Bárbara Pires e Castro
Caio Cezar
Caroline Aquino
David Cole
Diana Dias
George Rappel
Helena Porto
Lara de Oliveira
Marina Freire
Marinah Raposo
Paola Barreto
Patrícia Freire
Pedro Diaz
Rodrigo Rodrigues
Taynah Lyra
Thaís Guerra
Virgínia Torres
Vitor Bruno

Imersão 2015.2

Acesso remoto – Raspberry Pi

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Com o auxílio do livro “Raspberry Pi Cookbook”, conseguimos numa primeira etapa, obter o IP do Rasp e acessar seus diretórios pelo MAC. Isso permitiu transferir arquivos facilmente de um dispositivo para o outro. Segue imagem dos diretórios do Raspberry sendo acessados via MAC, com o endereço do RaspPi destacado no menu à esquerda.

Captura de tela 2014-02-21 às 14.51.17

Em seguida testamos acessar remotamente a plataforma visual (Sistema Operacional) do RaspPi.  Essa idéia, se melhor elaborada, pode ser útil para, por exemplo, caso haja um Raspberry ativo em um módulo do SHAST (seja na fazenda, ou na cidade), e for necessário fazer alguma alteração ou manutenção, podemos acessa-lo de qualquer lugar em um PC ou MAC com internet (uma vez que o RaspPi também esteja conectado). Além disso, quando não houver um monitor ou teclado e mouse disponíveis para usar com o Raspberry, basta ligá-lo na rede e acessa-lo por outro computador.

Segue imagem do Raspberry sendo acessado do PC do NANO, com a IDE do Arduino rodando no Rasp.

raspacesso

Acessando o RaspPi do PC, fizemos alterações em um código na IDE do Arduino que funcionou normalmente no Arduino conectado ao Raspberry. O mesmo teste foi bem sucedido no MAC.

Esse acesso remoto é feito através do servidor VNC (Virtual Network Connection) com clientes instalados no Raspberry e PC/MAC. Funcionou bem com ambos os terminais conectados a mesma rede no NANO. O próximo passo é testar a possibilidade de acessar o raspberry de um computador conectado em outro lugar.

Aroldo
Leonardo
Filipi

  • Impressão 3D

Projeto S.H.A.S.T.

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S.H.A.S.T. – Sistema Habitacional
para Abelhas sem Teto

O projeto S.H.A.S.T. é uma proposta experimental em arte computacional que dá continuidade a pesquisa sobre instalações multimídia interativas de forma a conjugar aspectos do trabalho desenvolvido junto ao grupo A.C.Ho (intervenções urbanas performáticas), características culturais tradicionais como no caso do mitos das abelhas na cultura Kaimbé, e mais recentemente, as experiências realizadas junto ao NANO com o evento Hiperorgânicos onde arte, ciência e tecnologia se reúnem para experimentar uma natureza híbrida pós-biológica.

Da experiência com o grupo A.C.Ho extraímos a importância de relacionar as pesquisas realizadas na universidade com o contexto urbano, no nosso caso o centro da capital Rio de Janeiro.  Mais especificamente, exploramos a situação caótica de grandes centros onde a ocupação e a sobrevivência de todos que ali habitam se torna cada vez mais difícil. Com as intervenções artísticas buscamos não apenas transformar esses espaços públicos em espaços poéticos, mas também de evidenciar alguns desses problemas e conscientizar aqueles que ali habitam e frequentam, proporcionando talvez uma vivência mais lúdica e harmoniosa.

Fruto das experiências com a mitologia Kaimbé, selecionamos também aspectos que abordam uma proposição pública mas direcionada para um local específico, diretamente relacionado com as atividades das abelhas. Estas, com sua inteligência coletiva e sua organização social são objeto de estudo e de pesquisas dentro do conceito de  “Emergência” descrito por Steven Johnson no livro Emergência. A vida integrada entre formigas, cérebros, cidades e softwares. 

Com as experiências compartilhadas a partir do projeto Hiperorgânicos pudemos inserir as prerrogativas da telemática associada a conjunção arte/ciência/natureza nos projetos por nós desenvolvidos. Como mencionamos, os eventos Hiperorgânicos estão voltados para importância de se discutir a respeito das relações que surgem entre homens, máquinas inteligentes, o universo tecnológico contemporâneo e a “natureza” constituída a partir dessas relações. Situação esta que se justifica pela onipresença de produtos multimídia resultante da ubiquidade das ferramentas e/ou dispositivos tecnológicos computacionais, pelo crescente numero de teorias e estudos sobre “novas” estéticas e “novas” formas de interação humano/máquina-obra/público, pelos caminhos entrelaçados entre arte e ciência, dentre outras motivações. Abre a discussão a partir do ponto de vista do artista pesquisador, com enfoque nos processos de criação e nas referencias ou fontes inovadoras de conhecimento. Investe em questões de ecologia, inclusive ecologia humana, e na possibilidade de surgimento de uma nova consciência a partir da imersão e experimentação criativa nos ambientes cibernéticos. É um campo novo e extremamente rico pela possibilidade de agregar conhecimentos e de se colocar no centro das questões mais relevantes da sociedade contemporânea que discutem ecologia humana e desenvolvimento sustentável que necessita de foco e convergência que garantam a visibilidade que merecem no contexto das pesquisas artísticas.

S.H.A.S.T. é uma obra que envolve a produção de três módulos , ou três objetos, interconectados que compõem um espécie de tríptico telemático. Os módulos são construídos no modelo de colmeias para apiários e estarão localizadas em pontos distintos. Um deles, instalado no apiário é uma colmeia real, com um enxame de abelhas ativo, produzindo. Este será monitorado de diferentes maneiras para que os dados das abelhas possam ser transmitidos via sistema telemático para um servidor localizado no laboratório. Este servidor recebe e distribui os dados coletados. Um segundo módulo, e u primeiro estágio de simulação de enxame. Será instaladoem locais específicos urbanos onde se registra a presença de abelhas. O módulo 2 é dividido em duas partes: uma que projeta sons e imagens de colmeias ativas e simula para o público a presença das abelhas; outro que esta preparado para atrair abelhas que poderão, ou não, se alojar no módulo. O módulo estará em constante observação e vigilância para que a presença das abelhas seja imediatamente percebida e a caixa possa ser retirada do local com o enxame alojado. É um sistema natural e monitorado de captura de enxames urbanos. Faremos esta etapa com o auxílio de profissionais caça abelhas.O terceiro módulo é o módulo expositivo, simulador do processo completo e exibidor de todas as etapas do projeto. Será construído para espaços expositivos, mostras e salões onde não é possível conviver com as abelhas. Esta projetado para ser uma instalação interativa conectada com os módulos externos.

modulos shast

 

 

 

 

O projeto tem como objetivo realizar pesquisa artística teórico/prática sobre a emergência de campos experimentais de naturezas híbridas resultantes de ações performáticas e instalações em ambientes abertos e/ou públicos de sistemas telemáticos computacionais híbridos. Pretendemos investir numa produção poética com enfoque em questões estéticas contemporâneas que integram arte, design, ciência e

tecnologia direcionadas para uma aisthesis re+inventada, onde o processo de conscientização desse fenômeno expresse uma coerência sistêmica/poética. Partimos dos pressupostos de que a “obra” de arte contemporânea acontece, não busca representar, é o próprio fazer, o acontecer, o proporcionar do fazer e do acontecer; que o artista contemporâneo é um mediador que revela um processo e cria condições para que a obra aconteça; que os sistemas computacionais e os sistemas informatizados de telecomunicação
exercem uma influência irreversível na produção artística contemporânea, seja ela no modo de pensar ou na práxis dos artistas; e, que essa práxis é fator fundante para uma sensível transformação social. O projeto é desenvolvido como parte das atividades de pós-doutoramento na Escola de Comunicação e Arte da
Universidade de São Paulo – USP , sob orientação do artista e pesquisador Gilbertto Prado em colaboração com o Grupo Poéticas Digitais.

Referencias

OH!m1gas. biomimetic stridulation environment de Kuai Shen Auson

http://kuaishen.tv/0hm1gas/

ohm1gas formigas

 

 

 

 

MIT enlists 6.500 silkworms and one robot to rint a silk pavilion

http://www.theverge.com/2013/6/6/4401184/mit-media-lab-silk-pavilion

silk pavilion mit

Direto da Natureza Impressão 3D

http://www.ideafixa.com/impressao-3d-direto-da-natureza/

Impressão 3D

 

 

 

 

Q_ _ _ _ _ _ no Transperformance

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No dia 18 de dezembro de 2011, o Grupo A.C.Ho expandido coordenado or Malu Fragoso realizou a performance Q_ _ _ _ _ _ durante o evento Transperformance no Oi Futuro Ipanema, no Rio de Janeiro.
Performers: Barbara Castro, Gilson Motta, Lorena da Silva, Malu Fragoso, Rafaeli Mattos.

A presente proposta atua como uma visão de realidades intangíveis a nossa corporeidade do chão. Estaremos simultaneamente re-experimentando a proximidade com a rota do chão, traçando nosso caminho visando as alturas.

Três performers conduziram câmeras suspensas por balões de hélio. As câmeras transmitiam as imagens capturadas ao redor da praça General Osório para um sistema de exibição de vídeo streaming em tempo real que podiam ser assistidas em um site na internet ou em uma sala dentro do Oi Futuro. Paralelamente, outros dois distribuíam balões comuns para os transeuntes. Os balões distribuídos tinham uma altura menor do que os que suspendiam as câmeras. Desta forma, era possível ver os trajetos das pessoas presenteadas com os balões. Estas pessoas tinham algo em comum, uma característica muito comum aos frequentadores da região, utilizavam chinelos de dedo.
Os chinelos foram selecionados como elemento-guia para a performance devido a sua popularidade indiferente ao perfil de quem o usa. O chinelo é utilizado por todos que frequentam a região, cariocas ou turistas, ricos ou pobres. Esta foi uma das constatações feitas na pesquisa de campo realizada na ocasião do convite para participação no evento. O local abriga as escalas e divergências que marcam nossa cidade, o Rio de Janeiro. Nuances e polarizações sociais e naturais. O mar e o morro, o luxo e a favela, o asfalto e o elevador, o baixo e o alto. É então possível caminhar de diversas formas sobre o perfil carioca. Assim, apresentamos Q_ _ _ _ _ _, um sistema de localização geo-socio-cultural (GscPS) composto por balões, câmeras, performers e chinelos de dedo.

As imagens continuam disponíveis no site. (clique na imagem para redirecionamento)