Referência da pesquisa sobre extensões do corpo – Anouk Wipprecht

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Anouk é designer de moda e engenheira, ela usa a tecnologia e o corpo para produzir vestidos com funções como “preparar um drink” e roupas que reagem `a presença de outras pessoas. A interação e o movimento dos vestíveis e corpos interessam para o estudo dos corpos expansivos, assim como a linguagem em vídeo.

 

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Drinkbot Dress (Vestido que prepara drinks)

 

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Spider dress (Vestido Aranha)

 

No vídeo abaixo, alguns dos trabalhos feitos por ela.

site: anoukwipprecht.nl

Criando arquivo para impressão 3D com Photoshop CS6

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Hoje iremos mostrar como é possível utilizar um dos programas mais famosos no mundo todo para criar um arquivo compatível para ser impresso em 3D. Além de servir para criar e aprimorar fotos, imagens, ilustrações, o Photoshop também possui esse incrível (e pouco explorado/divulgado) recurso.

 

No tutorial estamos usando o Photoshop CS6, mas com o CC também é possível! Você aprenderá que pode imprimir qualquer modelo 3D compatível sem se preocupar com limitações da impressora 3D, sendo possível também gerar as estruturas de suporte necessárias, para garantir que a sua impressão saia com uma ótima qualidade.

 

Antes de qualquer coisa, recomendo que a imagem a ser trabalhada tenha fundo transparente para facilitar o processo. Não ter um fundo na imagem facilita o processamento do 2D para 3D, uma vez que em alguns computadores o Photoshop pode acabar ficando mais lentos neste processo de conversão, dependendo da complexidade da forma usada.

 

A imagem que iremos trabalhar será esta abaixo, o fundo do crachá desenvolvido para o evento Hiperorgânicos 7:

 

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Iremos então acessar a área 3D do Photoshop, uma vez que temos a nossa imagem base pronta.

Selecione Janela > Área de trabalho > 3D para ir para a área de trabalho 3D.

 

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Em seguida, na janela que irá se abrir, você escolherá a opção “extrusão 3D”, para elevar a sua forma. Em seguida escolha se é uma camada selecionada, demarcação, etc, uma vez escolhido, clique em criar.

Obs.: É importante ser uma imagem grande (acima de 1000 pixels, ou acima de 15 cm), dependendo da complexidade, pois quanto menor for o documento, maior dificuldade de processamento o Photoshop irá encontrar, e isto irá deixar a sua máquina devagar.

 

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Esta será então a sua nova interface!

 

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Agora para extrudar a peça, clique no ícone mostrado na imagem abaixo

 

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Agora clique em propriedades (geralmente aparece assim que se entra na interface 3D), e escolha o valor que você ache mais adequado para a produndidade de extrusão.

 

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Forma extrudada. No caso do crachá de teste utilizamos 20 como valor de extrusão, mas isto depende do tamanho e do efeito que você pretende alcançar.

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Agora para salvar a sua extrusão para imprimir em 3D você irá em:

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E por fim salvar em extensão .obj e estará pronta a sua peça! Agora é colocar no seu programa de 3D de preferência para modificar ou acrescentar algo, ou apenas inserir o arquivo para ser impresso!

 

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Até a próxima!

Processo do Hiperbot 2.0

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Este post é a segunda parte do Hiperbot 2.0 – Redesign
Hiperbot 2.0 é o redesign de sua primeira versão que foi elaborada em 2013, e agora em 2016 apresenta seu mais novo design.
O projeto surgiu da ideia de se colocar em um único organismo, que se assemelhasse a uma criatura, diversos sensores de modo a capturar sinais galvânicos das folhas de plantas, medindo temperatura ambiente, luminosidade e umidade do solo.
Seu papel principal é enviar dados de um terrário utilizado dentro do projeto Telebiosfera para o servidor do NANO e permitir que todos possam usar seus dados para compor experimentos sonoros e visuais.
A interação das pessoas com as plantas as quais o Hiperbot está conectado através de suas garras gera uma reação sonora e visual de acordo com o que ele recebe de contato.
Esta continuação se propõe a mostrar o restante do desenvolvimento e resultado final até então do projeto, que pretende passar ainda por mais modificações.

Sketchs de desenvolvimento

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Estudo sobre tamanhos e encaixes dos elementos eletrônicos como entrada para SD card, USB, energia etc.
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Encaixe do sensor de umidade no anexo inferior

Impressão 3D – Manutenção

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A impressora 3D, assim como todas as máquinas, precisa de manutenção para garantir seu funcionamento adequado e corrigir possíveis erros ou defeitos que surgem com o uso constante da mesma.

 

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Mesa da impressora sem o vidro e um dos parafusos.

 

Uma das partes que requer atenção com maior frequência é a mesa. A mesa consiste numa placa que esquenta sob um vidro temperado, onde é depositada a primeira camada das peças a serem impressas. No caso do modelo da impressora que utilizamos no NANO a mesa se movimenta apenas no eixo Y (para frente e para trás), enquanto a extrusora se move nos eixos X (para a esquerda e para a direita) e Z (para cima e para baixo).

 

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Área de Controle Manual do programa Repetier Host.

O movimento repetitivo no eixo Y para a impressão faz com que seja necessário nivelar a mesa, o que é feito através de quatro parafusos com molas que a prendem na base que se move. Além disso, como consequência desse movimento algumas vezes alguns fios se soltam.

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Lado inferior da mesa com fio solto.

Quando ocorre desse fio se soltar a mesa ainda se movimenta, porém não esquenta, e isso impede o programa de iniciar a impressão mesmo que esteja sendo usado PLA, que não necessita da mesa aquecida. É importante alcançar a temperatura indicada para cada tipo de filamento e mantê-la durante toda a impressão, pois assim a peças em ABS ficarão fixas durante a impressão.

 

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Temperatura da mesa e da extrusora. Painel de Controle Manual do programa Repetier Host.

 

Com todos os fios devidamente soldados a mesa volta a aquecer e atingir a temperatura selecionada nas configurações do programa, que varia de acordo com o tipo de material a ser usado.

 

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Lado inferior da mesa com o fio soldado.

 

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Material para a solda.

 

O programa Repetier Host permite acompanhar a curva de temperatura da impressora, tanto da mesa quanto da extrusora. Após o término da impressão, mesmo que a impressora continue ligada e conectada ao computador, a temperatura começa a cair automaticamente como configuração padrão por questão de segurança. Pode-se perceber isso no gráfico próximo ao minuto 51:00.

 

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Gráfico de Curva de Temperatura do programa Repetier Host.

 

 

 

Ajustes, calibragens e controle de qualidade.

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Na última semana, tivemos que realizar a impressão de algumas peças na 3D e nos deparamos novamente com um problema que se referia à qualidade da impressão. Antigamente possuíamos peças com qualidade razoável, visto que muitas eram para peças mecânicas, e não precisariam de tanto acabamento, afinal, eram apenas funcionais, ao longo do tempo e com mais experiências, fomos experimentando novas configurações que melhoraram as nossas peças, no que se refere à uniformidade da camada externa e resistência mecânica. Porém, de tempos para cá, notamos que as peças estavam saindo diferentes, com pequenos depósitos aleatórios de plástico que ao longo da impressão deixavam o objeto com um aspecto feio, parecia que a extrusora (ou hot end) estavam jogando mais material do que o necessário. Até então, não nos preocupamos tanto, pois os defeitos eram poucos e não havíamos modificado as configurações do Repetier, no entanto, parecia que a cada trabalho a qualidade decaía, então decidimos realizar uma calibragem e pequenos testes para ver o que estava acontecendo.

 

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Exemplo de má qualidade em peça em ABS.

Durante a calibragem notamos que o valor de 230ºC para a extrusora era muito alto, apesar de este ser considerado um índice normal para impressão com plástico ABS, porém ao mudarmos para 220ºC percebemos uma nítida melhora da impressão. Isso ocorre pois o ABS (Acrilonitrila butadieno estireno) é um termoplástico que conforme é aquecido, adquire consistência líquida, diminuindo a sua viscosidade, aumentando assim a sua fluidez, então é necessário utilizar uma temperatura adequada para que o filamento não fique mais viscoso e menos fluido do que o previsto.

De uma maneira geral, viscosidade é uma das propriedades dos termoplásticos, que é a resistência ao fluxo que o plástico enfrenta quando está fundido, ou seja, se o plástico for muito viscoso ele tem dificuldade para escorrer pelo bico da extrusora (lembremos do mel, que é altamente viscoso), ao contrário de um plástico de viscosidade baixa que vai escorrer facilmente, ficando mais parecido com um líquido como água. Concluímos então que 230º era uma temperatura que deixava o filamento muito fluido, ocasionando no que parecia estar jogando mais material do que o necessário, notamos também que a cada aumento de 5ºC o material tornava-se mais rugoso e degradava mais a sua qualidade final. Então com um valor de 220º como considerado adequado, as camadas ficavam mais limpas e definidas, tornando a peça mais delicada, sem rugosidades.

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Comparativo: antes da calibragem (esquerda) e depois (direita).

Dentre outras modificações feitas, uma das mais importantes se refere ao tamanho da camada impressa, pois camadas mais finas representam melhor o objeto, assim como uma imagem em alta resolução que possui milhões de pixels em comparação a uma imagem de baixa resolução com uma quantidade muito inferior de pixels. O lado negativo de imprimir com camadas mais finas é que o tempo de impressão aumenta, pois é necessário fazer mais camadas para completá-la. Peças mais simples podem ser impressas mais rapidamente com camadas mais grossas.

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O própro software já facilita em mostrar a proporção do tamanho da camada na peça, no caso a altura da camada utilizada foi de 0,125mm.

 

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Quanto mais camadas, melhor é a definição da peça.

http://capivalley.com.br/impressora-3d-qualidade-de-impressao/   Acesso: 28/06/2016, às 18:00

O tempo de impressão também está relacionado diretamente a velocidade configurada, que afeta diretamente a qualidade da peça, pois são inversamente proporcionais: quanto maior a velocidade, pior a qualidade.

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Velocidades utilizadas que proporcionaram uma ótima qualidade de impressão.