Seminário Internacional Diálogos Transdisciplinares – Artista Pesquisador [vídeo]

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A edição 2015 do Diálogos Transdisciplinares ocorreu no Solar do Jambeiro – Niterói, sob realização do NANO.

O Projeto Diálogos Transdisciplinares Edição 2015 abriu a discussão a partir do enfoque do artista pesquisador, tema este que contempla diretamente alunos e professores dos programas de pesquisa em arte. Foram definidos quatro subtemas para os Diálogos:  Artista Pesquisador – Processos em TransdisciplinaridadeArtista Pesquisador – Espaços de Visibilidade; tema Artista Pesquisador – Internacionalização; e, Artista Pesquisador – Renovação de práticas e conhecimentos. O evento ofereceu a oportunidade de dialogar com artistas e pesquisadores especializados que podem expandir nossos horizontes para perspectivas futuras nos campos das artes. O objetivo foi promover um espaço de dialogo, de caráter transdisciplinar, e entrecruzar campos do saber em seus processos exploratórios. O evento aconteceu nos dias 20-21 de maio.

 

 

 

 

 

Dialogos Transdisciplinares – Alberto Pucheu e Roberto Correa dos Santos

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Mediação: Paula Scamparini

“… Das narrativas à auto-paisagem: palavra e imagem enquanto pensar-fazer artístico”

Do acaso às ‘experienciações direcionadas’, a prática artística exercita-se no encadear cotidiano do fazer e do pensar arte. Transversalmente às narrativas que formaram muito da concepção de arte através da história da arte, a integração já detonada e em prática entre as formas de produzir arte trazem questionamentos que retornam à narrativa, porém desta vez enquanto ela mesma matéria para a construção artística.

Por crer que a compreensão humana de mundo, à primeira vista e sempre adquirida sobretudo pelo ‘ver o mundo,’ seja apreendida também pelo processo de construção que a linguagem nos lega, os processos narrativos se fazem naturais no pensar-arte. O processo de construção em narrativa indica o interesse artístico na formulação que, uma vez apreendido o mundo em imagem, experienciações reverberam-se em aprendizado, ou seja, transformam-se, através de afetos, em memória.

As narrativas, porém, trazem consigo algo duma relação explícita do processo-arte com o próprio ser-artista, e deixam ver a intimidade desta construção. É através da observação dos percursos e experiências do artista, que emergem no fazer artístico formas narrativas visuais e textuais, entrecruzadas ao processo de perceber mundo e do pensar-fazer arte. A arte como vida ou a vida como obra de arte, guardadas suas especificidades, tornam-se mais visíveis e a figura do artista emerge muitas vezes enquanto retratado.

Propomos pensar, porém, a materialidade deste possível retrato, que se forma enquanto corpo não representativo, através das experiências que este corpo como um todo vivencia. Assim , ao que entendemos, são as ‘paisagens experienciadas’ em ‘apreensão cotidiana de mundo’ que compõem a matéria prima deste fazer. Fazer que propõe uma construção processual do que nomearemos aqui ‘auto-paisagens’, formuladas a partir das narrativas alongadas em palavra e imagem.

Assim, partindo da proposição de que somos formados por nossas próprias paisagens, adquiridas através do acúmulo de vivências-experiências, deseja-se discutir nesta mesa a prática artística dedicada à construção de narrativas, e seus possíveis desdobramentos em auto-retrato, ou auto-paisagem, passando por questões que dialoguem com o processo de pensamento descrito, e que nos enriqueçam em conceitos, aprendizado e, sobretudo, experiência.

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Alberto Pucheu

poeta e professor de Teoria Literária da UFRJ (pesquisador do CNPq) autor de diversos livros de poesia e teoria, sendo o mais recente A fronteira desguarnecida (poesia reunida 1993-2007), e Pelo colorido, para além do cinzento – A literatura e seus entornos interventivos , ambos pela Azougue Editorial, 2007

Roberto Correa dos Santos

professor de Teoria da Arte do Instituto de Artes da UERJ, publicou livros diversos relativos ao fazer artístico contemporâneo, sendo o mais recente, de 2011, publicado pela Editora Circuito, em parceria com Renato Rezende: No contemporâneo: arte e escritura expandidas.

Paula Scamparini

Doutoranda em Poéticas Interdisciplinares, com Mestrado em historia da arte na mesma instituição e Graduada em artes pela Unicamp.

Dialogos Transdisciplinares – Mauro Sá Rego Costa e Maria Luiza Fragoso

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Mediação: Marcelo Wasem

Marcelo Wasem é doutorando no Programa de Pós-Graduação de Artes Visuais da UFRJ, pesquisando as relações entre arte pública, jogo e paisagem sonora. Possui graduação em Design – habilitação Gráfico pela Universidade Federal de Santa Catarina (2005) e mestrado em Poéticas Visuais pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2008). Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Arte Pública de Novo Gênero, atuando principalmente nos seguintes temas: processos colaborativos, arte relacional, espaço público, escultura, meios alternativos de comunicação, projetos interdisciplinares e relações entre música e ruído.

Diálogos Transdisciplinares – Manuel A. de Castro e Celso Guimarães

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Mediação: Leandro Moreira furtado

“… pois Pensar e Fazer também pertencem conjuntamente numa Reciprocidade”

Da sentença III do pensador originário (Parmênides de Eleia, hoje Vélia, na Itália, cerca de 530-460 a. C.) muito se ouviu falar: “Pensar e Ser são o mesmo”. Numa outra tradução possível e por maior proximidade também se pode interpretar como: “Percepção e Ser se pertencem conjuntamente numa Reciprocidade”. Tentaremos neste Diálogo abordar duas outras questões, primordiais para o todo artístico: Pensar e Fazer. Portanto, assim como em Parmênides, também essas questões não se podem conceber nem entender separadamente. Tratamos aqui de um revisitamento daquilo que hoje se dispõe separadamente e, por isto, se tornou confuso. Questões como o Fotografar e Sentido são inerentes à Arte na atualidade (e sempre), gerando, portanto, aberturas. Outras questões como praxis, poiesis e interdsciplinaridade (o “entre” das disciplinas) também se farão presentes nesta mesa sobre Diálogos. Enfim um pequeno, porém básico do que se pensou e do que se entende atualmente nesta esfera, círculo da arte.Aqui, este semeário (Seminário) é instância (Posição) que se propõe a dispor uma semente que, ao brotar, faça germinar frutos. Com isto, aqui se pretende um Lugar de abertura e não de de-cisões, de questões e não de-finições: Diálogos.

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Manuel Antônio de Castro (CONVIDADO EXTERNO)

Nasceu em março de 1941, em Portugal. Em 1952 emigrou para o Brasil. Em Minas Gerais – cursou ensino médio com os frades franciscanos. De 1962 a 1964 fez o curso de filosofia no Rio Grande do Sul, tendo como professor Dom Cláudio Hummes. Sai e faz o curso português-francês, terminado em 1969. Convidado pelo prof. Eduardo Portella, torna-se professor da UFRJ em 1970. De 1971 a 1973 faz o Mestrado e se torna Mestre, com a Dissertação: O homem provisório no grande ser-tão. Uma leitura de Grande Sertão: veredas. Em 1976 faz concurso para Assistente na UFRJ. Em 1975 inicia o doutorado e com a tese O acontecer Poético – a história literária obtém o título de Doutor em Letras. Por concurso,em 1998, se torna Titular de Poética, dando continuidade à sua travessia. Suas pesquisas e publicações desenvolvem uma Poética da Poiesis, voltada para a integração de Pensamento e Poesia. Leciona nos Cursos de Pós-Graduação e orienta Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado no Programa de Ciência da Literatura, na Área de Poética, da Faculdade de Letras da UFRJ.

Celso Pereira Guimarães

Possui graduação em Visuelle Kommunikation – Universitaet Essen-Gesamthochschule (Folkwangschule fuer Gestaltung) (1976), mestrado em Kommunikationsdesign – Bergische Universität Wuppertal (1991) e doutorado pela COPPE-UFRJ na área de Computação de Alto Desempenho com pesquisa e Tese enfatizando a “Realidade Virtual e a Visualidade na Imagem”. Professor Associado da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, docente no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGAV) e no Curso de Comunicação Visual Design da EBA-UFRJ. Área de atuação: Experimentação e Criação digital, projetos em Informação Design, em Foto-Design e no campo da Historia do Design. Desenvolve a linha de pesquisa sob o tema “A Interface Arte e Imagem na Comunicação Visual”. Design de Interiores da FAAL em Limeira, São Paulo.

Leandro Moreira Furtado

Artista-Pesquisador e Professor em Ateliers, Oficinas e demais instituições. Graduação em Artes e Especialização em “Artes, Cultura Visual e Comunicação” pelo Instituto de Artes e Design (UFJF, MG). Título de Mestrado e em Doutoramento pela linha “Poéticas Interdisciplinares” do Programa de Pós- Graduação em Artes Visuais (PPGAV-UFRJ, RJ). Foi Professor do Instituto de Artes e Design e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (UFJF, MG), Faculdade de Comunicação (UNIPAC, MG) e dos Cursos de Graduação em Pintura e em Desenho Industrial da Escola de Belas Artes (EBA-UFRJ, RJ). Tem experiência na área de Artes Plásticas e Visuais e atualmente desenvolve pesquisas nos seguintes temas: Physis e Poiesis da Obra e Imagem de Arte.

Dialogos Transdisciplinares – Luis Miguel Girão e Clarissa Ribeiro

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Mediação: Guto Nóbrega

A pratica artística de base tecnológica como método de investigação científica.

Tendo por base o projecto de investigação que lidera – ENGENHO E ARTE/SKILLED ART – Interfaces e Estratégias para Redes de Conhecimento Transdisciplinar – Luis Miguel Girão irá apresentar a sua perspectiva acerca da pratica artística como verdadeira pratica experimental conducente a criação conhecimento científico. Esta visão engloba uma ideia geral para uma proposta artística contemporânea que não seja meramente crítica, com aconteceu no passados século XX, mas sim propositiva: arte que apresenta soluções e não somente críticas e novas problemáticas.

www.skilledart.eu

ENGENHO e ARTE é um projecto de investigação e desenvolvimento de interfaces e estratégias associadas para a criação e manutenção de comunidades de conhecimento transdisciplinar. Um consórcio da Artshare, PT, Universidade do Porto, PT, Universidade de Aveiro, PT e Planetary Collegium, UK. É um projecto EUREKA, cofinanciado pelo QREN.

Luis Miguel Girão é um artista transdisciplinar e investigador na aplicação da tecnologia como ferramenta para a expressão artística, actualmente centrado no bioelectromagnetismo. Em 2007 foi premiado com a Bolsa Ernesto de Sousa. Com Gehlhaar e Paulo Maria Rodrigues, criou o UnoDuoTrio ensemble e desenvolveu o projecto CyberLieder. Fundou a Artshare, uma empresa de investigação art tech e que colabora com diversos artistas e instituições como a Casa da Música – Porto, iDAT – Plymouth(UK) e a Companhia de Música Teatral – Lisboa. Foi curador assistente e director técnico do Laboratório de Arte Electrónica na Bienal Internacional de Cerveira e colaborou com a Academia das Artes Digitais do Programa Aveiro Digital. Colaborou com diversos artistas e o seu trabalho foi apresentado em países como EUA, Canada, Alemanha, Dinamarca e China. É doutorando investigador no Planetary Collegium; bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e do CESEM, Universidade Nova de Lisboa.

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Instantes de Metamorfose

Clarissa Ribeiro irá apresentar alguns aspectos da metodologia que vem estruturando como parte de sua pesquisa de PhD abrindo espaço para a discussão no âmbito dos processos criativos coletivos de obras de arte digital interativas a partir de uma perspectiva sistêmica, focalizando as relações entre os elementos do sistema, as influências externas, os trabalhos produzidos como emergências em um continuum, um complexo com características adaptativas. A pesquisadora apresenta ainda o trabalho que vem desenvolvendo com o coletivo O Duplo e as interfaces dessa prática com seus interesses de pesquisa.

Clarissa Ribeiro é doutoranda em Artes Visuais pela ECA/USP, integrando o Grupo Poéticas Digitais coordenado por seu orientador Professor Gilbertto Prado. Com bolsa do programa PDEE da CAPES, foi pesquisadora visitante do CAiiA-Hub, Planetary Collegium, vinculada à Universidade de Plymouth, Reino Unido, sob orientação do professor Roy Acott. No mestrado pela EESC/USP foi pesquisadora integrante do grupo Nomads vinculada à linha de pesquisa Processos de Design. Diretora do coletivo O Duplo, seus interesses de pesquisa incluem processos contemporâneos de design e os estudo das trans-ações em instalações de arte digital interativas a partir de uma moldura epistemológica das ciências da complexidade. É professora e coordenadora da graduação em Design de Interiores da FAAL em Limeira, São Paulo.