Helena Porto

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Graduanda em Desenho Industrial – Projeto de Produto pela UFRJ, interessada em novos meios de fabricação, com o uso de novas tecnologias (modelagem e impressão 3d, CNC) , assim como em técnicas tradicionais e manuais, como shibori, origami e técnicas de tecelagem.

 

Linhas de Pesquisa:

PROJETO DE PRODUTO APLICADO EM INSTALAÇÕES ARTÍSTICAS MULTIMÍDIA:

A pesquisa é relacionada às formas, materiais e processos construtivos dos objetos e estruturas desenvolvidos pelo NANO, mais especificamente dos que constituem o projeto S.H.A.S.T. (Sistema Habitacional para Abelhas Sem Teto). Projeto que tem como ponto de partida a problemática da situação emergencial das abelhas que estão presentes no ambiente urbano e da síndrome do desaparecimento das mesmas. Possui três etapas: a primeira é o monitoramento de uma colmeia ativa que envia dados para o servidor do NANO; a segunda é uma caixa isca para atrair abelhas, simulando uma colmeia, recebendo e enviando os dados ao servidor do NANO; e, a terceira é composta de algumas instalações interativas que representam de forma metafórica o ambiente das abelhas, também fazendo uso dos mesmos dados. A nossa atual pesquisa está focada na construção deste ultimo módulo que tem por título Nós Abelhas.
O modulo Nós Abelhas precisava ser portátil, interessante visualmente, de fácil fabricação e dialogar com a poética do projeto. Por meio de estudos nas formas de desenhos, modelos tridimensionais e pesquisa de referências visuais e projetuais, chegou-se a uma técnica de origami modular, conhecida como bola mágica, que permite criar uma superfície retrátil que quando estendida têm forma esférica. Foram realizados testes na impressora à laser com diferentes materiais, papel vegetal, folhas de polipropileno e papel Kraft de diferentes gramaturas. O Kraft se mostrou o mais adequado, não rompeu e manteve a forma.
Como o projeto tem a intenção de ter objetos em exposição simultaneamente em diferentes espaços interagindo virtualmente entre si, e com a proposta do trabalho ser exposto em um simpósio em Goiânia, foi desenvolvida uma embalagem personalizada, leve, compacta, de baixo custo e que impedisse que o objeto se danificasse. Também, em conjunto com bolsistas responsáveis pela programação visual, foram elaborados manuais de montagem e de fabricação. O manual de montagem acompanha o objeto em sua embalagem, permitindo que a obra seja montada de forma mais rápida e com menos dificuldades, e o manual de fabricação pode ser enviado via rede para que o destinatário consiga fabricar de forma autônoma uma unidade completa.
A pesquisa terá continuidade com a realização de novos testes: com o uso de materiais diversificados que podem ser tecidos e outros polímeros; variações na forma por meio de alterações do padrão de geração das dobras; e, com a aplicação de estímulos que movimentem a estrutura, por meio de mecanismos pneumáticos, eletromagnéticos ou mecânicos.
Bibliografia:
Oribotics. Disponível em <http://www.oribotics.net>. Acesso em :16 jun. 2016.
MAES, AnneMarie. Bee Laboratory. Disponível em: <http://annemariemaes.net/works/bee-laboratory-works/>. Acesso em: 16 jun. 2016
FRAGOSO, M. L. P. G.. S.H.A.S.T. e Telebiosfera: Processos investigativos como práticas artísticas. (Pensamiento), (palabra) y obra, v. 15, p. 45-51, 2016.