O núcleo laboratorial NANO foi instituído em setembro de 2010, e atua no âmbito da graduação e do Programa de Pós Graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes – UFRJ. Tem por finalidade desenvolver pesquisas prático-teóricas na área de artes com foco específico em sua intersecção com a tecnologia e a ciência, dispondo de espaço laboratorial para pesquisa prático-teórica neste eixo temático. Desde sua instauração tem concentrado suas ações na produção de eventos e parcerias em âmbito nacional e internacional cujo interesse é focado no universo das idéias, práticas e poéticas de processos que caracterizam os diversos modos de criação e suas redes afins. A motivação desse grupo de pesquisa é consolidar um espaço transdisciplinar para a reflexão e fomento de novos modelos cognitivos com base na prática e trocas dialógicas com foco nas artes assistidas pelas tecnologias da comunicação/informação.

 

 

Nossas pesquisas estão distribuídas em três linhas:

 

1. Poéticas Interdisciplinares

Investigação conceitual das diferentes poéticas visuais e suas interfaces na produção contemporânea da arte e no uso de novas tecnologias. Apoia-se em estudos filosóficos e estéticos na discussão da arte e seus processos, explorando especialmente a instauração fotopoética, a instância criadora do imaginal e as variações tempo-espaciais na criação do visual. Pretende formar pesquisadores na discussão teórica e realização de projetos artísticos inseridos na pluralidade dos processos criadores.

Linha pela qual o Núcleo se insere no contexto do Programa de Pós Graduação em Artes Visuais – EBA/UFRJ, PPGAV.

 

2. Hibridações Experimentais em Arte e Tecnologia

Mapear e investir na análise de  processos  criativos contemporâneos com objetos técnicos. Refletir sobre o conceito de “hiperorganimos”, derivado da prática contemporânea de arte assistida pelas tecnologias da comunicação/informação. Pesquisar, teórica e praticamente, processos de criação artísticos com ênfase na hibridação de sistemas orgânicos naturais e artificiais.

Coordenação: Dr. Guto Nóbrega.

 

3. Redes Transculturais em Multimídia e Telemática

Estudo e desenvolvimento de poéticas relacionadas às mídias digitais, seus conteúdos, temas, história, interfaces com as mídias tradicionais da criação artística, análises teóricas, históricas e reflexões sobre as conseqüências dessas criações nas diversas culturas, bem como a influência destas nas criações artísticas como um todo. O pesquisa é transdisciplinar, direcionada para as áreas de Arte, Arte e Tecnologia, Ciência, Computação e Culturas Tradicionais. Realizamos pesquisas em dois grandes eixos: no âmbito da Arte e Tecnologia digital, com desenvolvimento de interfaces físicas e virtuais, criação de websites, desenhos em GPS, animações multimídia interativas e instalações computacionais interativas que exploram os sistemas de comunicação e a telemática, adaptando-os a públicos específicos; no âmbito da discussão sobre a interação com culturas tradicionais esta o acesso dos estudantes indígenas à inclusão digital e ao ensino superior, tendo como foco diferentes iniciativas de IES, como a Universidade de Brasília onde realizamos eventos internacionais, nacionais, regionais e interinstitucionais, alem de colaborar com projetos específicos de estudantes indígenas.

O grupo REDE – Arte e Tecnologia Redes Transculturais em Multimídia e Telemática foi criado em 2009, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, mas teve sua origem em 2004, na Universidade de Brasília.  O projeto é transdisciplinar,  direcionado para as áreas de Arte e Tecnologia, Ciência, Computação e Culturas Tradicionais. Começou como projeto de extensão intitulado Rede Brasileira de Instituições de Ensino Superior para Povos Indígenas,  em 2007 se tornou um projeto de pesquisa credenciado junto ao CNPq. Realizamos pesquisas em dois grandes eixos: no âmbito da Arte e Tecnologia, com desenvolvimento de interfaces físicas e virtuais, criação de websites, desenhos em GPS, animações multimídia interativas e instalações computacionais interativas que exploram os sistemas de comunicação e a cibernética;  e, no âmbito da discussão sobre a integração com culturas tradicionais, no caso as culturas indígenas, buscando um diálogo entre arte, ciência e tradição. Entre 2008-2011 desenvolvemos o projeto “A Saúde que se faz na Aldeia” que gerou quatro instalações artísticas (Um Atikum, Toante em ciberMotion, EmbalaEu, Toante Kaimbé) e um documentário em vídeo concluído em 2011. Desenvolvemos  o conceito de ciberception (ciberpercepção) termo cunhado pelo pesquisador Roy Ascott que definiu como “percepção súbita de uma multiplicidade de pontos de vista; uma extensão em todas as dimensões de um pensamento associativo; um reconhecimento de transitoriedade de todas as hipóteses; o relativismo de todo o conhecimento; a falta de permanência de toda a percepção.” (ASCOTT,1988:168)

MANDALA

MANDALA, 2000

TOANTE KAIMBETOANTE KAIMBÉ, 2008

GRUPO A.C.Ho – O grupo Antonieta Chegou Hoje- A.C.Ho foi criado em setembro de 2009 com o objetivo de estimular uma prática de intervenções/performances artísticas colaborativas com experimentações em rede telemática. O grupo é um anti-grupo. Seus membros são tão efêmeros quanto suas proposições artísticas. O A.C.Ho se constitui a partir da prática experimental direcionada para eventos específicos, e se dilue logo após os mesmos. O título “se criou” dentro do espírito de “fuleragem” proposto pelo grupo Corpos Informáticos e se mantém pelo mesmo motivo. Além da coordenação de Malu Fragoso,  o título do grupo é o único detalhe permanente. Uma vez colaborador do A.C.Ho, sempre um potencial colaborador, isto é, as ações estabelecem relações, que por sua vez constituem poéticas artísticas, que geram uma cumplicidade criativa e um vínculo vitalício. Como Antonieta, outros não param de chegar, e não paramos de crescer. A coordenação do A.C.Ho não implica em organizar, direcionar, doutrinar ou burocratizar o que quer que seja mas sim de propor ações. Qualquer colaborador pode propor e coordenar. A prática artística está intimamente relacionada com questões contemporânea como: autoria diluída, sistemas colaborativos rizomáticos não hierarquizados, mapeamentos e construções físico/mentais cartográficas, experimentações em tecnologia computacional para macro e micro escalas, imersão em ambientes telemáticos, dentre outras. Todas direcionadas para a performance no contexto ciber/urbano.

Coordenação: Dra. Malu Fragoso.


 

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