Patricia Gouvêa (LabVerde)


Título: Sobrevida

Resumo

A apresentação gira em torno de duas pesquisas artísticas (Topografias Nômades e Sobrevida) desenvolvidas recentemente para as quais foi fundamental a experiência na Imersão artística LabVerde, em julho de 2017, na Reserva Adolpho Ducke no INPA, no Estado do Amazonas. Sobrevida, série inédita com 16 trabalhos em fotografia, 2 vídeos e 2 objetos terá sua primeira montagem na Galeria Mercedes Viegas entre maio e junho deste ano. Os trabalhos que integram a série foram realizados entre 2017 e 2018 em localidades do Estado do Amazonas,—a Reserva Adolpho Ducke do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas) durante a residência LABVERDE; o Parque Nacional de Anavilhanas; a cidade de Presidente Figueiredo—assim como em Belo Horizonte, no Rio de Janeiro, em São Paulo e nos Estados Unidos. O texto de apresentação da exposição é assinado pelo físico Luiz Alberto Oliveira, curador do Museu do Amanhã. Sobrevida relaciona as possibilidades da natureza resistir, tanto nos locais onde supostamente os ecossistemas são "preservados", quanto nas pequenas frestas das cidades onde—apesar do cimento—teimam em operar pequenos milagres. A exposição integra o interior e o exterior da galeria, situada no bairro da Gávea, em um trecho remanescente da Mata Atlântica—uma vez predominante na paisagem do Rio de Janeiro e sistematicamente destruída a partir da extração de madeira, da cultura escravista da cana e do café e, mais recentemente, da especulação imobiliária.



Short Bio

Patricia Gouvêa trabalha com fotografia, vídeo e intervenção urbana. Sua pesquisa tem como um dos principais eixos a expansão das temporalidades da imagem. Especialista em Fotografia e Ciências Sociais (UCAM/RJ) e Mestre em Comunicação e Cultura na linha Tecnologias da Comunicação e Estéticas da Imagem (ECO/UFRJ), publicou os livros: “Membranas de Luz: os tempos na imagem contemporânea (2011, Azougue Editorial), Imagens Posteriores (2012, Réptil Editora) e Banco de Tempo (2014, em parceria com Isabel Löfgren, edição das autoras).

Entre 2005 e 2009, fez parte do coletivo Grupo DOC (Desordem Obsessiva Compulsiva). Participou de exposições coletivas e realizou exposições individuais na China, Itália, Brasil, Colômbia e Argentina. Em dupla com Isabel Löfgren desenvolveu as pesquisas de longa duração Banco de Tempo e Mãe Preta. Tem trabalhos em coleções privadas e acervos institucionais, como a Coleção Joaquim Paiva/MAM e Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.

Ganhou vários prêmios entre eles, Prêmio Funarte Conexão Circulação Artes Visuais (2016), Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger (BA, 2013), Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia (PA, 2012), Festival Fringe–Voies OFF (Rencontres Internationales de la Photographie de Arles, França, 2003) e Prêmio de melhor Portfolio no Encuentros de Fotografia de Buenos Aires 2002).