Leila Lopes - Ponto de Cultura Panela de Expressão

Ponto de Cultura Panela de Expressão

Título: Ubuntu: Cosmovisão Africana, uma Minhoca no Espaço do Saber Ancestral dos Povos e Ski Fi

Resumo

Para o teólogo congolês e doutor em sociologia Bas’Ilele Malomalo, toda existência é sagrada para os africanos, ou seja, há um pouco do divino em tudo o que existe. Por isso, “o Ubuntu retrata a cosmovisão do mundo negro-africano”

Roger Bastide diz que axé designa em nagô a força invisível, a força mágico-sagrada de toda divindade, de todo ser animado, de todas as coisas. Neste pensamento, podemos observar que os povos vindos da África, chegando aqui no Brasil, se agarraram as suas origens para minimizar a saudade de sua origem, deixando aos seus descendentes a carga cultural que traziam na memória, no bater dos tambores, na comida, nas crenças,misturando essa carga cultural com a cultura européia trazida pelos portugueses, criando assim, a identidade cultural brasileira. Já para Rehbein, a cosmovisão define que visão do mundo é uma compreensão que diz respeito a tudo. É uma interpretação desse mundo, de sua realidade global, que procura dar uma resposta às questões últimas do homem, no que diz respeito à sua origem e à sua meta final. Assim, Leila Negalaize, afrofuturista, vem desenvolvendo sua base conceitual através da criação de sua arte e vivências no campo do corpo e da etnogastronomia; como um buraco de minhoca, que o matemático Hermann Weyl e o físico John_Archibald_Wheeler definiram como uma característica topológica, hipotética do contínuo espaço-tempo,capaz de conectar locais distantes no universo criando um atalho, permitindo viajar entre eles mais rápido do que a luz levaria para transitar pelo espaço normal. Através deste olhar entre ciência e filosofia de vida, podemos dizer que para os povos negros, os buracos de minhoca, podemos denominar, de Axé! Esta viagem tempo-espaço-terra faz com que a filosofia da negritude baseia-se no viver UBUNTU -Eu sou porque somos!

Short Bio: Leila “Negalaize” Lopes é Jornalista, Cozinheira Etnogastronômica, blogueira negra, Artista visual, pesquisadora da cosmovisão africana no conceito afrofuturista. Seus trabalhos e pesquisas , formatam o conceito de Etnogastronomia - conceito sobre a importância da gastronomia africana e afro-brasileira para a construção da identidade cultural nos países onde estes povos forem levados e escravizados e hoje onde esta fusão do desenvolver sabores aliados á olhares a partir da cosmovisão africana alinhados á arte difundida entre os corpos negros e seus lugares no universo do gênero Afrofuturista. Foi membro do Comitê do Acampamento de Juventude do Fórum Social Mundial comissão de Cultura (2001-2005). foi membro comitê gestor do Ponto de Cultura da Biblioteca do Fórum Social Mundial, Membro da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura – GT Gênero, atualmente coordena o Ponto de Cultura Panelladexpressão: Afrofuturismo - Gênero- Audiovisual- Economia Solidária - Etnogastronomia - Cultura Digital.