Jorge Soledar (UFRJ)

Título: sM e outras Teatralidades Obscuras

Resumo

Ao térmico da pesquisa de doutorado intitulada “Exercícios de Imobilidade” (PPGAV/EBA-UFRJ, 2017), percorri grosso modo uma trajetória reflexiva e experimental

imbricada a certas condições estéticas, físicas e afetivas daquilo que conceituei por teatralidade obscura, isto é, articulações com a psicanálise em torno de um modo de criação artística baseado em teatralizar perversões de movimento. Deste processo, destaco uma das proposições mais recentes, “sM” ou “Síndrome de Malkovich” (2017- 2018), em alusão ao roteirista norte-americano Charlie Kaufman (1958-) e ao escritor polonês Bruno Schulz (1892-1942), morto em campo de concentração, pesquisando gestos e signos de desumanização a partir de manequins industrializados. Com base nesse percurso e suas reflexões com outros campos da cultura e do conhecimento, proponho comunicar no presente simpósio, uma fala em torno do tema “sM e outras Teatralidades Obscuras”, frisando essa experiência estética implicada ao pensamento articulado a novas aberturas de sentidos e metodologias de pesquisas em artes.

Short Bio

Artista visual e doutor em artes pela UFRJ (2017). Como professor, leciono estética e performance no curso de bacharelado em artes visuais/escultura da mesma instituição, e também croquis e expressão gráfica no curso de arquitetura e urbanismo da Universidade Santa Úrsula. Entre as exposições individuais estão Macabéa na Portas Vilaseca Galeria no Rio de Janeiro (2016), Projeto Cofre na Casa França-Brasil no Rio de Janeiro (2014), Sala de Estar na Galeria Ecarta em Porto Alegre (RS, 2014) e That's how I became insensitive na Galeria IBEU no Rio de Janeiro (2013). Entre as coletivas, friso É como dançar sobre a arquitetura no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo (2017), My body is a cage na Luciana Caravello Galeria no Rio de Janeiro (2016), Aparição na Caixa Cultural do Rio de Janeiro (2015), XI Mostra de Performance VERBO na Galeria Vermelho, em São Paulo e a I Bienal do Barro do Brasil em Caruau (PE, 2014). Em 2010 recebeu prêmio concedido pelo canal franco-alemão ARTE/Creative. Meus trabalhos estão representados pela Portas Vilaseca Galeria.