Criando arquivo para impressão 3D com Photoshop CS6

postado em: Blog, Processos, Sem categoria | 0

Hoje iremos mostrar como é possível utilizar um dos programas mais famosos no mundo todo para criar um arquivo compatível para ser impresso em 3D. Além de servir para criar e aprimorar fotos, imagens, ilustrações, o Photoshop também possui esse incrível (e pouco explorado/divulgado) recurso.

 

No tutorial estamos usando o Photoshop CS6, mas com o CC também é possível! Você aprenderá que pode imprimir qualquer modelo 3D compatível sem se preocupar com limitações da impressora 3D, sendo possível também gerar as estruturas de suporte necessárias, para garantir que a sua impressão saia com uma ótima qualidade.

 

Antes de qualquer coisa, recomendo que a imagem a ser trabalhada tenha fundo transparente para facilitar o processo. Não ter um fundo na imagem facilita o processamento do 2D para 3D, uma vez que em alguns computadores o Photoshop pode acabar ficando mais lentos neste processo de conversão, dependendo da complexidade da forma usada.

 

A imagem que iremos trabalhar será esta abaixo, o fundo do crachá desenvolvido para o evento Hiperorgânicos 7:

 

print1

 

Iremos então acessar a área 3D do Photoshop, uma vez que temos a nossa imagem base pronta.

Selecione Janela > Área de trabalho > 3D para ir para a área de trabalho 3D.

 

print2

 

 

Em seguida, na janela que irá se abrir, você escolherá a opção “extrusão 3D”, para elevar a sua forma. Em seguida escolha se é uma camada selecionada, demarcação, etc, uma vez escolhido, clique em criar.

Obs.: É importante ser uma imagem grande (acima de 1000 pixels, ou acima de 15 cm), dependendo da complexidade, pois quanto menor for o documento, maior dificuldade de processamento o Photoshop irá encontrar, e isto irá deixar a sua máquina devagar.

 

print3

 

Esta será então a sua nova interface!

 

print4

 

Agora para extrudar a peça, clique no ícone mostrado na imagem abaixo

 

print5

 

Agora clique em propriedades (geralmente aparece assim que se entra na interface 3D), e escolha o valor que você ache mais adequado para a produndidade de extrusão.

 

print6

 

 

Forma extrudada. No caso do crachá de teste utilizamos 20 como valor de extrusão, mas isto depende do tamanho e do efeito que você pretende alcançar.

print7

Agora para salvar a sua extrusão para imprimir em 3D você irá em:

print8

 

E por fim salvar em extensão .obj e estará pronta a sua peça! Agora é colocar no seu programa de 3D de preferência para modificar ou acrescentar algo, ou apenas inserir o arquivo para ser impresso!

 

IMG_20170410_143649135

Até a próxima!

Processo do Hiperbot 2.0

postado em: Blog, fotos, Processos | 1
Este post é a segunda parte do Hiperbot 2.0 – Redesign
Hiperbot 2.0 é o redesign de sua primeira versão que foi elaborada em 2013, e agora em 2016 apresenta seu mais novo design.
O projeto surgiu da ideia de se colocar em um único organismo, que se assemelhasse a uma criatura, diversos sensores de modo a capturar sinais galvânicos das folhas de plantas, medindo temperatura ambiente, luminosidade e umidade do solo.
Seu papel principal é enviar dados de um terrário utilizado dentro do projeto Telebiosfera para o servidor do NANO e permitir que todos possam usar seus dados para compor experimentos sonoros e visuais.
A interação das pessoas com as plantas as quais o Hiperbot está conectado através de suas garras gera uma reação sonora e visual de acordo com o que ele recebe de contato.
Esta continuação se propõe a mostrar o restante do desenvolvimento e resultado final até então do projeto, que pretende passar ainda por mais modificações.

Sketchs de desenvolvimento

img-20160810-wa00102
Estudo sobre tamanhos e encaixes dos elementos eletrônicos como entrada para SD card, USB, energia etc.
encaixe-sensor
Encaixe do sensor de umidade no anexo inferior

NANO durante a JIC TAC 2016

postado em: Blog | 0

Entre os dias 17 a 21 de outubro, ocorreu na UFRJ a XXXVIII Jornada Giulio Massarani de Iniciação Científica, Tecnológica, Artística e Cultural, no qual tivemos apresentações de bolsistas do laboratório nos dias 19 e 20. Foram realizadas ao todo 10 apresentações com os seguintes títulos:

 

 

PROJETO DE PRODUTO APLICADO EM INSTALAÇÕES ARTÍSTICAS MULTIMÍDIA
Autores: Helena de Medina, Marinah Raposo, Caroline Aquino, George Rappel

ESTRUTURAS MÓVEIS PARA INSTALAÇÕES INTERATIVAS
Autores: Marinah Raposo, Helena de Medina, Caroline Aquino, Vitor Bruno, George Rappel

DESIGN GRÁFICO NA DOCUMENTAÇÃO DE PROCESSOS ARTÍSTICOS: CRIAÇÃO DE MANUAIS, MARCAS E MEMORIAIS DE PROJETOS DO NANO.
Autores: Caroline Aquino, Marinah Raposo, Helena de Medina

O DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS INTEGRADOS PARA ARTE TELEMÁTICA
Autores: George Rappel, Marinah Raposo, Helena de Medina

DESENVOLVIMENTO DE UMA EXPERIÊNCIA FLUIDA NA DOCUMENTAÇÃO AUDIOVISUAL
Autores: Thais Guerra, Bruna Gabriela Mosca, Lara de Oliveira, Caroline Aquino

DOCUMENTAÇÃO AUDIOVISUAL DA TELEBIOSFERA
Autores: Lara de Oliveira, Thais Guerra, Bruna Gabriela Mosca, Caroline Aquino

DESIGN E MODELAGEM 3D COMO OTIMIZADORES DA REALIZAÇÃO PROJETUAL
Autores: Vitor Bruno Santos, Thais Guerra, Lara de Oliveira

IMPRESSÃO 3D COMO IMPULSOR DO PROCESSO DE FABRICAÇÃO DE PROJETOS
Autores: Thais Guerra, Lara de Oliveira, Vitor Bruno Santos

METODOLOGIA COGNITIVA E ORGANIZACIONAL
Autores: Bruna Gabriela Pio da Rocha Mosca, Luiz Felipe de Sousa Léo

ELETRÔNICA APLICADA EM PROJETOS ARTÍSTICOS

Autores: Luiz Felipe de Sousa Léo, Caroline Aquino e Helena Porto

 

 

As sessões foram realizadas na Faculdade de Letras da UFRJ e contaram com 15 minutos para cada aluno apresentar sua pesquisa, além de responder dúvidas da banca examinadora. A JIC é um evento anual que tem como objetivo proporcionar um espaço para exposição e discussão dos trabalhos de iniciação científica, artística e cultural estabelecendo, desta forma, um produtivo intercâmbio entre alunos de graduação, pós-graduação, docentes e pesquisadores envolvidos em atividades de pesquisa na UFRJ.

 

 

Hiperbot 2.0 – Redesign

postado em: Blog | 1

Conforme o laboratório NANO evolui, seus projetos e trabalhos seguem a mesma linha, a cada momento observamos um novo olhar em cima do que é realizado, e isso se expressa através de uma mudança de forma, ou até mesmo de conceito e função. Com o Hiperbot aconteceu o mesmo: estamos no meio de um processo de redesign buscando uma forma mais limpa, orgânica e funcional, de modo que pudesse ser feito com fabricação digital em uma impressora 3D, para que isso também facilitasse o seu transporte.

As primeiras alternativas para o Hiperbot consistiram em aproveitar a ideia de se ter uma cápsula, ou um formato que pudesse transmitir uma ideia de modularidade, porém com uma inspiração na estética vista em muitos filmes Sci-Fi.

 

342199abaeab35c03e800e9ca498446b

Ovos de inseto foram umas das inspirações para o começo do redesign. Fonte: hypescience.com

rascunhoRascunhos iniciais. Fonte: Acervo pessoal (2016)

Porém, apesar da forma se mostrar interessante, ainda havia muita informação visual que poderia ser simplificada e modernizada. Foi pensado em sua textura ser aplicada e inspirada em uma espécie de diagrama de Voronoi, porém o seu uso teria que ser feito de uma maneira mais orgânica , visto que este design se tornou tão comum que já não demonstra tanto grau de novidade, tornando-se um clichê do design e da arquitetura.

rascunho2

Segunda alternativa. Fonte: Acervo pessoal (2016)

A segunda opção e alternativa escolhida foi baseada em uma forma mais limpa e que remetesse mais às formas naturais, trazendo em si semelhanças com o germinamento de sementes. Nesta opção as texturas propostas estariam em seu interior faceando o elipsóide, o que geraria um efeito interessante através da iluminação dos leds em seu interior. Em seu caule, está sendo pensado sobre a possibilidade de ser iluminado, criando assim várias silhuetas de fios, como se fossem os vasos condutores de seiva de uma planta de grande porte. Este modelo está sendo planejado para que seja leve, com encaixes fáceis e com a possibilidade de ter anexos em seu caule para aumentar a sua altura, de acordo com a demanda.

Após isso, a modelagem 3D foi iniciada e alguns testes de impressão foram feitos, o primeiro teste foi um modelo em escala reduzida de 1:6 para se ter uma ideia da forma, e o segundo teste com feito em escala 1:2, com duração de 55 minutos, espessura do filamento de 0,20 mm, temperatura de extrusora de 110º e mesa com 220º C. O modelo foi impresso sem a sua tampa, pois facilitaria o processo de impressão e melhoraria a qualidade, visto que a peça sendo feita inteiriça, a parte superior, por não ter suporte, acabaria tendo uma má qualidade de impressão, com fios soltos e rebarbas.

impressaoo

Segundo teste de impressão. Fonte: Acervo pessoal (2016).

Em seguida, foi notado que a peça possuía pouca estabilidade em um plano como uma mesa, ou o chão, então o modelo foi colocado na terra para saber se ele se manteria estável, visto que o Hiperbot é para ser fincado em solos deste tipo. O resultado foi positivo, possibilitando continuar com esta ideia da forma sinuosa, porém a peça final precisa ter um acabamento especial para que a terra não se acumule nas camadas impressas do plástico.

IMG_20160810_163724248

Fonte: Acervo pessoal (2016).

untitled.468

Render e esquema provisório de divisão da peça. Fonte: Acervo pessoal (2016)

Por fim, estamos na fase de resolução de problemas como definir encaixes e acomodação de elementos eletrônicos na estrutura, que terão o seu processo documentado e atualizado no blog.

Ajustes, calibragens e controle de qualidade.

postado em: Blog, fotos | 0

Na última semana, tivemos que realizar a impressão de algumas peças na 3D e nos deparamos novamente com um problema que se referia à qualidade da impressão. Antigamente possuíamos peças com qualidade razoável, visto que muitas eram para peças mecânicas, e não precisariam de tanto acabamento, afinal, eram apenas funcionais, ao longo do tempo e com mais experiências, fomos experimentando novas configurações que melhoraram as nossas peças, no que se refere à uniformidade da camada externa e resistência mecânica. Porém, de tempos para cá, notamos que as peças estavam saindo diferentes, com pequenos depósitos aleatórios de plástico que ao longo da impressão deixavam o objeto com um aspecto feio, parecia que a extrusora (ou hot end) estavam jogando mais material do que o necessário. Até então, não nos preocupamos tanto, pois os defeitos eram poucos e não havíamos modificado as configurações do Repetier, no entanto, parecia que a cada trabalho a qualidade decaía, então decidimos realizar uma calibragem e pequenos testes para ver o que estava acontecendo.

 

3

Exemplo de má qualidade em peça em ABS.

Durante a calibragem notamos que o valor de 230ºC para a extrusora era muito alto, apesar de este ser considerado um índice normal para impressão com plástico ABS, porém ao mudarmos para 220ºC percebemos uma nítida melhora da impressão. Isso ocorre pois o ABS (Acrilonitrila butadieno estireno) é um termoplástico que conforme é aquecido, adquire consistência líquida, diminuindo a sua viscosidade, aumentando assim a sua fluidez, então é necessário utilizar uma temperatura adequada para que o filamento não fique mais viscoso e menos fluido do que o previsto.

De uma maneira geral, viscosidade é uma das propriedades dos termoplásticos, que é a resistência ao fluxo que o plástico enfrenta quando está fundido, ou seja, se o plástico for muito viscoso ele tem dificuldade para escorrer pelo bico da extrusora (lembremos do mel, que é altamente viscoso), ao contrário de um plástico de viscosidade baixa que vai escorrer facilmente, ficando mais parecido com um líquido como água. Concluímos então que 230º era uma temperatura que deixava o filamento muito fluido, ocasionando no que parecia estar jogando mais material do que o necessário, notamos também que a cada aumento de 5ºC o material tornava-se mais rugoso e degradava mais a sua qualidade final. Então com um valor de 220º como considerado adequado, as camadas ficavam mais limpas e definidas, tornando a peça mais delicada, sem rugosidades.

2

Comparativo: antes da calibragem (esquerda) e depois (direita).

Dentre outras modificações feitas, uma das mais importantes se refere ao tamanho da camada impressa, pois camadas mais finas representam melhor o objeto, assim como uma imagem em alta resolução que possui milhões de pixels em comparação a uma imagem de baixa resolução com uma quantidade muito inferior de pixels. O lado negativo de imprimir com camadas mais finas é que o tempo de impressão aumenta, pois é necessário fazer mais camadas para completá-la. Peças mais simples podem ser impressas mais rapidamente com camadas mais grossas.

1

O própro software já facilita em mostrar a proporção do tamanho da camada na peça, no caso a altura da camada utilizada foi de 0,125mm.

 

file-CA9Dt1s6Q3

Quanto mais camadas, melhor é a definição da peça.

http://capivalley.com.br/impressora-3d-qualidade-de-impressao/   Acesso: 28/06/2016, às 18:00

O tempo de impressão também está relacionado diretamente a velocidade configurada, que afeta diretamente a qualidade da peça, pois são inversamente proporcionais: quanto maior a velocidade, pior a qualidade.

3

Velocidades utilizadas que proporcionaram uma ótima qualidade de impressão.

 

Teste de projeção – Telebiosfera

postado em: Blog, fotos, Processos, Videos | 0

Na quinta feira, dia 2 de junho, os pesquisadores do NANO realizaram um teste de projeção pertinente ao projeto Telebiosfera. O objetivo do teste era determinar as distâncias e ângulos apropriados para que uma imagem projetada e refletida de maneira específica preencham adequadamente o interior da cúpula que a recebe. Além da cúpula, a montagem contou com um projetor, um espelho reto e um semi esférico (e alguns braços fortes e incansáveis!).

Medidas obtidas através do teste
Medidas obtidas através do teste

Depois de muitos ajustes, uma imagem satisfatória foi obtida, e a realização do teste rendeu alguns números valiosos ao processo de desenvolvimento do projeto.

 

Confira o vídeo com cenas da montagem:

 

 

Acompanhe também as fotos do processo:

 

Telebiosfera

Criature – Estrutura pneumática

postado em: Blog, fotos, Videos | 0

Criature é uma estrutura pneumática formada com materiais bem simples, de baixo custo, como varetas e aletas de madeira, e interconexões feitas através de fabricação digital (impressão 3D). Utilizando esses materiais foi possível criar a criatura que se articula e interage através de músculos de ar, feitos à base de balões e ar inflado, os chamados “air muscles” de baixo custo, porém, com eficiência similar aos verdadeiros pistões.

A ideia inicial seria que essa estrutura fosse similiar a um ser vivo. Foram pensadas diversas opções como escorpião, aranha, vírus, lagarto etc. Além disso, era importante que de alguma maneira a estrutura exercesse um movimento similar ao visto em natureza, por mais que o resultado não parecesse tão natural, porém, os movimentos originários da pneumática deram uma característica interessante ao projeto, que seria um andar cambaleante, como uma criatura que não evoluiu, que não deu tão certo.
IMG_8110


O nome Criature é uma mistura em inglês e português da palavra criatura, pois durante o tempo do workshop tivemos que ficar intercalando nossas falas nos dois idiomas, o que causava diversas vezes uma mistura no vocabulário.

 

Confira o video com cenas da construção do projeto:

 

 

O projeto foi realizado em 2 dias de workshop intensivo com duração total de 4 dias, que aconteceu entre os dias 27 e 30 de Abril, no Museu do Amanhã, Rio de Janeiro. O workshop “Construindo Proto-Ecologias” foi resultado de uma parceria do LAA (Laboratório do Amanhã) com a Bartlett School of Architecture, do Reino Unido, junto com o Núcleo de Artes e Novos Organismos (NANO) da Escola de Belas Artes (EBA) e o Laboratório de Modelos e Fabricação Digital (LAMO3D), estes dois últimos da Universidade Federial do Rio de Janeiro (UFRJ).
 
A equipe que construiu a estrutura foi formada por:
 
Caroline Aquino
Lara de Oliveira
Lenita Bucci
Mathäus Heringer
Thais Guerra
 
E obtivemos a preciosa ajuda dos integrantes do Interactive Architecture, da Bartlett School of Architecture:
 

Bahnfun Ch
Juncheng Chen
Lydia Zhou
Siyuan Jing

Workshop "Construindo Proto-Ecologias" - Museu do Amanhã

Impressão 3D e seu processo

postado em: Arquivo, Blog, Destaques, fotos, Processos | 0

Atualmente no NANO, utilizamos a impressora 3D em boa parte do tempo. Sempre trabalhadora, ela é temperamental e muitas das vezes apresenta uma ou outra irregularidade. Ela reclama: jornadas de trabalho muito extensas a estressam.

A impressão 3d, ou prototipagem rápida, é uma tecnologia de fabricação aditiva no qual um modelo tridimensional é criado a partir da sobreposição sucessiva de camadas de materiais.

O objetivo no NANO de se usar uma máquina dessas é de atender as necessidades e auxiliar a solução de problemas do laboratório por meio de pesquisa das tecnologias disponíveis e produção de modelos em 3d.

A parte de impressão 3d tem como principal objetivo estudar esta tecnologia e as possibilidades oferecidas pela mesma de modo a tornar seu uso mais eficiente e integrado com as diferentes áreas e projetos desenvolvidos.

 

post2
Impressora usada no NANO prototipando uma peça em ABS.

Atualmente, existem diversas  tecnologias  de  impressão 3D, no qual todas  as  tecnologias  parte do princípio de executar diversos  fatiamentos  do modelo 3D, geralmente  na  horizontal,  obtendo uma  fina  camada que é impressa  através do processo de  deposição de  materiais.

Sobrepondo as diversas  camadas  uma  sobre a outra,  obtemos  o objeto final  desejado.  O  material a  ser  depositado pode ser  um plástico,  metal,  chocolate, entre outros.  O  mais  comum é  o uso de plásticos de engenharia como ABS, PLA entre outros.

Este processo proporciona precisão e rapidez, sem ter certas limitações impostas por outros tipos materiais e processos de fabricação, além da liberdade de criação para designers e artistas permitindo que desenvolvam suas próprias peças e objetos por meio da modelagem virtual em softwares como SolidWorks, Rhinoceros e AutoCAD.

 

post1

Início de uma impressão

Além dos softwares de modelagem virtual, outros dois softwares são utilizados; o Repetier e o Slicer, para operar a impressora e para transformar o arquivo de modelagem digital em camadas passiveis de impressão 3d, respectivamente.

As peças impressas não se restringem a modelos apenas para a visualização e dimensionamento sem utilidade prática, ao contrário, além da finalidade de testes a impressão 3d permite a produção de estruturas complexas e precisas, peças com movimentos mecânicos e encaixes. Assim, a impressora 3d é ferramenta essencial na composição dos projetos do NANO.

 

repetier.png

Interface do software Repetier-Host V1.5.3 durante a impressão de uma peça

 

No que diz respeito a pesquisa em prototipagem rápida, quando não estão sendo desenvolvidas e impressas peças para os projetos, são realizados testes e estudos de material e estrutura, que visam aperfeiçoar o domínio da ferramenta e aprimorar o uso da mesma e suas aplicações.

 

post1

Algumas peças de encaixe impressas no NANO

Foram realizados workshops internos para que os bolsistas responsáveis pela impressão e pela modelagem virtual das peças conhecessem o funcionamento e pudessem operar os softwares utilizados e a impressora 3d.

A equipe responsável pela prototipagem em 3d trabalha em conjunto com os bolsistas responsáveis pela modelagem em 3d a fim de otimizar os modelos virtuais às limitações da impressão.

Referências

De Oliveira, Lara. Relatório PIBIC  2016.

Takagaki, Luiz Koiti. “Tecnologia de Impressão 3D.” RIT-REVISTA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA 2.2 (2013).

Workshop “Construindo Proto-Ecologias” no Museu do Amanhã

postado em: Arquivo, Blog, Destaques, Videos | 0

Na última semana, entre os dias 27 e 30 de Abril, aconteceu no Museu do Amanhã, na Praça Mauá, o workshop Construindo Proto-Ecologias, que foi resultado de uma parceria do LAA (Laboratório do Amanhã) com a Bartlett School of Architecture, do Reino Unido, junto com o Núcleo de Artes e Novos Organismos (NANO) da Escola de Belas Artes (EBA) e o Laboratório de Modelos e Fabricação Digital (LAMO3D).

Durante o evento, os participantes foram apresentados ao mundo da robótica na construção civil, à arquitetura interativa, esculturas pneumáticas, programação e muito mais, num ambiente transdisciplinar. Durante o workshop, os inscritos foram separados em quatro grandes grupos, que abrangeram temas como pneumática, braço robótico, Arduíno e realidade virtual. Cada grande grupo se dividiu em pequenas equipes que tiveram 2 dias de workshop para desenvolverem e apresentarem um projeto baseado nos conhecimentos adquiridos no decorrer do evento.

Confira abaixo as fotos e o vídeo do que aconteceu ao longo desses 4 dias.

 

 

Workshop "Construindo Proto-Ecologias" - Museu do Amanhã

 

 

Processo de documentação audiovisual

postado em: Blog, fotos, Processos, Videos | 0

Segundo os dicionários atuais, documentação significa e remete ao conjunto de documentos para verificação de fatos históricos, identidade de pessoas etc. No NANO, documentação significa também ajudar a criar a identidade do laboratório, além de perpetuar a sua memória, através da documentação de eventos, workshops, oficinas, imersões e reuniões, isso tudo por meio de vídeos, fotos e áudios.
Como forma de melhor documentar os registros dos eventos anuais, aos quais o laboratório esteve relacionado, desenvolvemos e criamos uma narrativa visual, na qual buscamos apresentar as partes fundamentais dos eventos a serem documentados, assim como as pessoas que participaram e os seus diálogos.


Em meio ao processo de edição dos vídeos, notamos que seria necessário criar uma narrativa e linguagem visual para que, desse modo, transmitíssemos com maior eficiência os estados de emoções e ideias de quem estava envolvido nas filmagens, e, mais importante, proporcionar uma estrutura visual dos vídeos.

Desse modo, decidimos padronizar o uso de componentes visuais, tais como ritmo, movimento, cor e espaço, e, além disso, foram aplicadas músicas como um recurso para contribuir com a harmonização da narrativa a ser exibida.
Assim, na documentação, as principais tarefas (referentes ao áudio-visual) se referem a criar um roteiro mental da cena a ser gravada, para que se tenha o mínimo de organização e coerência da narrativa (ex: filmar cenas com o enquadramento parecido).

Dentro disto procuramos ir adiantando mentalmente o tom que cada vídeo pode ter, junto com a busca de músicas. É importante que o tom seja coerente com a história que está sendo contada.

Para a realização da edição dos vídeos nos utilizamos do programa Adobe Premiere, e para a parte sonora, utilizamos o Audacity e adotamos o uso do site Free Music Archive, uma biblioteca digital open source de músicas, que possui colaboração entre curadores e artistas.

 


Interface do Adobe Premiere
 

Neste processo todo, existem problemas que podem atrasar o andamento da edição, tal qual a grande quantidade de arquivos de vídeo para serem assistidos e cortados (em muitos casos, existem mais de 800 arquivos para serem analisados), ou a transferência demorada devido ao tamanho dos mesmos (transferência do computador do NANO para os nossos notebooks). Muitas das vezes, existem eventos com vários dias de duração, que precisam ter uma atenção redobrada, para que possam ser fragmentados de acordo com seus micro temas, pois um único vídeo de longa duração possui menos capacidade de prender a atenção do espectador, em comparação aos curtos.
O próximo passo se refere à aprimoração dos vídeos, no que diz respeito à explorar mais o mundo do documentário, criando vídeos mais explicativos quando necessário (ex: workshop, ou tutorial, em formato de documentário) ou mais artísticos (ex: performances), incorporando mais o uso do design na criação de uma identidade visual que auxilie na compreensão dos novos documentários.

Atualmente, os integrantes da documentação são: Bruna Mosca, Caroline Aquino, Lara de Oliveira, Pedro Barbosa e Thaís Guerra.

 

Vídeo apresentado na JICTAC de 2015.

Residência Artística

postado em: Agenda, Arquivo, Blog, Destaques, fotos | 0

Nos dias 5 a 11 de abril, o NANO se reuniu com mestrandos e doutorandos do PPGAV e bolsistas para uma residência artística de 5 dias corridos em uma fazenda em Barra do Piraí. A residência foi um período de atividades intensas, possibilitando o aprofundamento de metodologias de pesquisa e preparação para a pós-graduação, no qual teve a apresentação de pesquisas, orientações e mediações.

O ambiente da fazenda propiciou um isolamento para ajudar no desenvolvimento das teses e criando um clima em parte informal ao grupo, estreitando laços sociais, no qual cada momento de conversa foi importante para a discussão de ideias e para conhecer mais ou opinar sobre demais trabalhos. No último dia, ocorreu um seminário em que cada integrante falou sobre suas experiências, impressões e aprimoramento dos trabalhos, e como seriam levados no futuro.

Residência Artística - SPA I e SPA III

Início da Oficina Construindo Proto-Ecologias

postado em: Agenda, Arquivo, Blog, Destaques | 0

 

É com enorme prazer que anunciamos a participação do NANO na oficina ”Construindo Proto-Ecologias”, com a colaboração com a Barlett School of Architcture (Reino Unido) e o Laboratório de Modelos e Fabricação Digital (LAMO3D – FAU/UFRJ). A oficina tem a proposta de introduzir de o conceito de como sensores, eletricidade, códigos, luz e movimento podem criar objetos e espaços que se relacionam com o comportamento humano.

Início: Quarta, 27 de abril de 2016
Término: Sábado, 30 de abril de 2016
Local: Lounge do Museu do Amanhã
Horário: Quarta e Sexta 9h-20h e Sábado 9h-18h

 

12439348_1011135572266800_5641805767637022028_n

 

”Ao longo de quatro dias de evento (veja abaixo a programação completa), arquitetos, designers, artistas e o público em geral terão a oportunidade de investigar uma abordagem comportamental de projetos, programação, eletrônica, redes, mecânica, materiais e novos métodos de fabricação e ainda discutir questões tais quais: Como a robótica irá mudar a maneira como construímos as nossas casas e cidades? Como será que esta nova arquitetura responsiva se comportará? Como é constituída uma arquitetura viva? Qual o papel dos arquitetos num mundo progressivamente mediado por tecnologias responsivas e sensoriais?”

 

 

 

 

 

 

 

Para participar do workshop, basta preencher o formulário on-line e aguardar confirmação. O evento acontece no lounge do Museu do Amanhã, junto à Exposição Principal.

 

Programação

Dia 27/04
9h: Abertura
9h30: Introdução à arquitetura interativa
10h30: Introdução à construção de proto-ecologias
11h30: Divisão de grupos
13h-14h: Introdução às ferramentas: Grasshopper, Pneumatics e Arduino
17h-20h: Introdução às ferramentas (continuação)

Dia 28/04
9h: Desenvolvimento de projeto e finalização do treinamento técnico
13h-20h: Desenvolvimento do workshop

Dia 29/04
9h-20h: Desenvolvimento do workshop

Dia 30/04
9h-13h: Finalização dos projetos
13h-15h: Simpósio – Bartlet (UK), LAMO3D (PROURB-FAU/UFRJ) e NANO (PPGAV-EBA/UFRJ)
15h-16h: Apresentação dos projetos desenvolvidos
16h-18h: Encerramento

Imersão NANO 2015.2

postado em: Arquivo, Blog, Destaques, fotos, Videos | 0

A Imersão do Núcleo de Arte e Novos Organismos ocorreu em Copacabana, Rio de Janeiro no dia 8 de novembro de 2015.

Durante o dia todo, a equipe NANO, incluindo coordenadores, bolsistas e colaboradores, se juntaram para a primeira reunião para o Hiperorgânicos 6.

Esta 6ª edição do Hiperorgânicos traz como tema central o conceito “TransBORDA / OverFLOW”. O foco desta edição serão os fluxos de dados que cada vez mais permeiam o cotidiano em diversas formas expressivas que, amalgamadas aos processos vitais, ampliam a noção do vivo para além dos limites comuns.

Essa é a terceira edição da Imersão NANO. A primeira edição ocorreu em julho de 2014 na Granja Sagrada Família em Barra do Piraí, Rio de Janeiro.

Os participantes desta edição foram:

Guto Nóbrega
Malu Fragoso

Aline Netto
Ana Cecília MacDowell
André Anastácio
Bruna Mosca
Bárbara Pires e Castro
Caio Cezar
Caroline Aquino
David Cole
Diana Dias
George Rappel
Helena Porto
Lara de Oliveira
Marina Freire
Marinah Raposo
Paola Barreto
Patrícia Freire
Pedro Diaz
Rodrigo Rodrigues
Taynah Lyra
Thaís Guerra
Virgínia Torres
Vitor Bruno

Imersão 2015.2

Performance Acoplamentos Sensíveis II (Sonoplanta) – Exposição Verdefluxo no SESC Tijuca

No sábado, 5 de Setembro de 2015, aconteceu na abertura da exposição Verdefluxo a performance Acoplamentos Sensíveis II ( Sonoplanta), no SESC Tijuca.

A série “Acoplamentos Sensíveis” trata de propostas artísticas que exploram conexões entre o homem e a natureza mediadas por tecnologia. A presente versão trata-se de um vestível composto de uma planta e sistema eletrônico que, acoplados ao corpo, produzem som e luzes.

 

 

 

 

 

Confira também as demais fotos da exposição Verdefluxo:

 

Verdefluxo - SESC Tijuca

Abertura da exposição Verdefluxo – SESC Tijuca

postado em: Arquivo, Blog, Destaques, fotos, Videos | 0

A exposição Verdefluxo foi realizada com trabalhos do NANO – Núcleo de arte e Novos Organismos – EBA/UFRJ, com a colaboração de todos aqueles que fazem parte (ou fizeram) desse grupo de pesquisa. Foram escolhidos trabalhos de diferentes naturezas para diversificar os assuntos dentro do campo da arte, natureza, tecnologia e da cultura maker. Ela aconteceu no período de 15 de agosto até 4 outubro 2015 no SESC Tijuca.

 

Verdefluxo - SESC Tijuca

Montagem da exposição VERDEFLUXO – arte natureza tecnologia [vídeo]

postado em: Arquivo, Blog, Destaques, fotos, Videos | 0

Nos dias 13 e 14 de agosto, o NANO se reuniu para a montagem da exposição Verdefluxo, que começou no dia 15 e está aberta à visitações. Essa exposição apresenta trabalhos que têm por base uma investigação sobre sistemas orgânicos vivos como agentes sensíveis na criação de obras artísticas. Os trabalhos aqui expostos refletem investigações e processos desenvolvidos no NANO – Núcleo de Arte e Novos Organismos da UFRJ e investem num olhar atento e lúdico sobre a poética artística frente aos recursos da tecnologia e sua influência contemporânea.

 

Detalhes sobre a exposição:

https://www.facebook.com/events/732271863565898/

Visitação
De 15/8 a 4/10 de 2015
Terça à Sexta – das 9h às 20h30
Sábado e Domingo – das 9h às 18h

Unidade Tijuca
Rua Barão de Mesquita, 539 – Tijuca, Rio de Janeiro – RJ

Verdefluxos - SESC Tijuca

Confecção de Kokedamas [ vídeo]

postado em: Arquivo, Blog, Destaques, fotos, Processos, Videos | 0

 

No dia 29 de julho de 2015 o NANO se reuniu no Alto da Boa Vista para a criação de pequenos arranjos de plantas aéreas, os chamados Kokedamas. Ele é uma bola de terra coberta com musgo, com uma planta inserida em seu interior, e preso por um fio de nylon, ou arame.
Os sete kokedamas foram feitos para serem inseridos na exposição Verdefluxos, no SESC Tijuca, no mês de agosto de 2015.

 

 

Oficina BEAM – Organismos Solares [vídeo]

postado em: Agenda, Arquivo, Blog, Destaques, fotos, Videos | 0

BEAM – Mini criaturas autônomas que produzem sons com placas solares.

A oficina BEAM consistiu em experimentações em eletrônica e seus princípios básicos através da construção de pequenos robôs solares.  Esses organismos eletrônicos funcionam quando expostos a luz solar, ou artificial, e tem comportamento sonoro (emitem sons como pequenos insetos).

A oficina foi oferecida pelo NANO e realizada na Casa Nuvem, durante o evento TECNOXAMANISMO “Ficção e Ruidocracia”, nos dias 30 de junho e 1 de julho.