Diálogos Transdisciplinares – Gê Orthof e Rodolfo Caesar

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A série Diálogos Transdisciplinares visa criar um espaço para a emergência de novas idéias fomentadas por encontros onde se privilegia a troca de conhecimentos teóricos e práticos. Formatado em dois convidados,um moderador e diálogos abertos ao público, Diálogos Transdisciplinares busca dar visibilidade ao pensamento criativo contemporâneo originados da produção e pesquisa docente e discente da EBA e seu entrecruzamento com outras instâncias do saber. O material resultante desses encontros tem como objetivo constituir uma base pedagógica, áudio visual que poderá ser consultada no futuro na forma de DVDs, material impresso e online.

Local: 
EBA/UFRJ
Avenida Pedro Calmon, 550
Prédio da Reitoria – Sala 614, 6º andar
Cidade Universitária – Rio de Janeiro/RJ – Brasil
CEP: 21941-590

Data: 12/04/2012

Hora: 14 às 16 horas

Segundo Jorge de Albuquerque Vieira, no seu texto  Produção de Autonomia em Sistemas Psicosociais: Arte e Ciência, o sistema social é constituído de quarto subsistemas: o biológico, o cultural, o econômico e o politico.  Como artistas pesquisadores envolvidos com questões contemporâneas, tecnologia e produção de conhecimento, propomos neste encontro de diálogo refletir sobre a produção poética enquanto sistema aberto.  Ou seja, pensar a obra de arte enquanto sistema capaz de ser sensível e reagir as variações e alterações as quais está sujeita; capaz de internalizar, reter e  relacionar a partir dessa sensibilidade; e,  capaz de re-elaborar , transformar e surpreender pelas relações propstas.  Sistema este que vem afirmando suas aproximação do sistema social como um todo, não apenas como espaço de manifestação, mas princialmente nos processos de constituição da própria obra.

Convidados:

Gê Orthof

Bio

Professor do Departamento de Artes Visuais – Instituto de Artes da Universidade de Brasília. Pós-doutorado: School of the Museum of Fine Arts, Boston, 2001; Doutorado, Ed.D. 1992; Ed. M,1985 e M.A. Artes Visuais, Columbia University, NYC; Fulbright Scholar: School of Visual Arts, NYC 1983, e Bacharelado em Design: ESDI/UERJ,1981. Artista convidado: School of Visual Arts, Penn State University, 2002; Universidade de Aveiro, Portugal, 1990. Selecionado Prêmio PIPA 2010 Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Principais Exposições: Hidden & Forbidden Identities – International Videoart and Photo Festival, Palazzo Albrizzi, Veneza; Bienal do Porto, Art in Brazil – EUROPALIA, Bélgica; Centro de Arte Moderno, Madri; School of the Museum of Fine Arts Gallery, Boston; ARS117, Bruxelas; Davis Museum, Barcelona; Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro; Galeria Gentil Carioca, Rio de Janeiro; Museu de Arte Contemporânea, São Paulo; Paradigmas Arte Contemporânea, Barcelona e AVA Galleria, Helsinque.

 

Rodolfo Caesar

A escuta entre o animal e o robô.
O cruzamento de duas pesquisas que venho empreendendo conduz a questões de ordem mais ampla do que as iniciais. A primeira, de fins composicionais sobre ritmos a-métricos observados na comunicação animal, efetivou-se na construção de modelos imitativos. A segunda trata do confronto entre composição, imitação e subjetivação tecnológica. A discussão ensejada solicita aportes de distintas áreas do conhecimento: a bio-acústica, a etologia, a zoologia, a filosofia, a robótica e outras. No centro do tema encontra-se a interseção dos limites do humano: o técnico e o animal.


Bio

Rodolfo Caesar. Rio de Janeiro,1950. Estudou com Pierre Schaeffer em Paris e mais tarde com Denis Smalley, na Inglaterra, onde se doutorou. Fundou o Estúdio da Glória no Rio de Janeiro em 1981, tendo ali lecionado e composto peças eletroacústicas. Professor, produtor de programas de rádio sobre música contemporânea (FM Eldo-Pop e Rádio Roquette-Pinto), atua como coordenador, produtor e intérprete em concertos em várias cidades no Brasil e no exterior. Tem obras premiadas em Bourges, Noroit, Keele, Unesco, algumas resultando de concorrências como: Arts Council of Great Britain, Sonic Arts Network, INA-GRM, Vitae e RioArte. Atualmente trabalha em seu estúdio pessoal, no Rio de Janeiro. É professor e pesquisador do CNPq na Escola de Música da UFRJ, onde fundou e coordenou o Laboratório de Música e Tecnologia (LaMuT).

 

Moderadora

Maria Luiza (Malu) Fragoso

Bio

Doutora (2003) em Multimídia pelo Instituto de Artes da UNICAMP (SP), onde desenvolveu pesquisa sobre experimentações artísticas na rede Internet sob orientação do Prof. Dr. Gilbertto Prado, durante 4 anos com bolsa da CAPES.  Sua pesquisa de caráter transdisciplinar nos domínios da arte, ciência, tecnologia e culturas indígenas investiga processos de transculturalidade provocados pela transposição entre áreas de conhecimento.

Gimena SET – apontamentos

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Palavras-chave: Jogo; Contrato; Desejo; audiência

Gimena: “o processo criatiativo é solitário, como incluir o público?”

 

–> Relação direta com o Desejo, desejo de participar.

–> Abrir o jogo de regras pre-estabelecidas ou aceitar por, outro lado, toda e qualquer participação num jogo em que as regras são geradas no decorrer do jogo. –> ver conceito de arte e jogo em Bateson

–> Ver Huizinga com relação a Jogo e cultura.

Homo Ludens:

A Study of the Play-Element in Culture

Capa

Routledge, 11/04/2003 – 220 páginas

Originally published in 1944

 

Questões:

• como se dá a autoria compartilhada na dança?

• Material x imaterial: recomendação: pensar a questão imaterial da forma –> ver conceito de “informação”, “Pre-field”, “individuação” em Simondon.

• O que significa “energia baixa” no corpo. –> Como o dançarino “percebe” essa energia no outro, como ele é capaz de ver (sentir) essa energia? Para se programar o jogo é necessário se definir topologias, códigos, regras e coisas. Coisas podemser pensadas como “aglomerado de força” (física/ filosofia) –> ver Arnhein

• Jogo –> obra como matriz entre audiência/criador –> ver base desse relacionamento triádico “artista-obra-observador” (Ascott (1) –> ver programabilidade em Flusser

 

Referências:

–>Trecho da tese relacionados ao assunto:

NÓBREGA, C. (2009) Art and Technology: coherence, connectedness, and the integrative field. University of Plymouth.

 

–> Arte e jogo

“1.5 Playing with information, from homo faber to homo ludens

Central to Flusser’s concept of apparatus in cultural terms is the awareness that “any future critique of culture must substitute the category ‘work’ with the category ‘information’” (Flusser 1984, p. 18). According to Flusser, questions emergent from an industrial context (work) are not appropriate questions for the apparatus if we want to grasp its essence. Flusser puts it in the following way:

The category basic to industrial society is work: tools as such, including machines, work: they remove objects from nature and inform them: they change the world. But apparatus do not work in this sense. (…) The photographer does not work in the industrial sense of that word, and there is little sense in wanting to call the photographer a worker. (…) Although the photographer does not work (in the sense we use the word here), he is doing something: he produces, processes and stocks symbols. There have always been people doing something similar to that: writers, painters, composers, accountants, administrators and so on. In the process, these people produced objects: texts, paintings, musical scores, budgets, projects. These objects, however, were not consumed, as such; they were used as supports for information: they were read, looked at, listened to or played, taken into account, considered, decided upon. They were not ends in themselves, but means — they were media. This sort of activity is being taken over by apparatus in general at present. It is apparatus which produce most of the information-supports at present; they do it more efficiently and with wider scope, and they are thus able to program and control work, as such. (Ibid., pp. 17-18)

 

The apparatus is informative in accord to the etymological sense of the word “inform”, rooted in the Latin word informare, meaning “giving form”. It could be, however, in accordance with information theory, that the apparatus and its products are meant to deliver information and that such an informative aspect of their message will depend primarily on the ratio between noise and redundancy within the process. It will rely, to a certain extent, on the adequacy of its programs, the configuration of its pre-installed symbols, and the way of manipulating them ludically. That is the reason why Flusser asserts that in the operational mode of the apparatus what counts is not the way of working with it, but of playing with it. In such an operational mode a new consciousness will form, moving from homo faber to homo ludens (Flusser 1984, p. 19). This way, to play in a creative way with the apparatus in order to avoid a deterministic result from its logical constrains, paradoxically, would involve to play against its program, searching for undiscovered possibilities within its system [26] . It requires one to become an explorer of unpredictable configurations, to generate informative, and use improbable structures. It follows that the notion of information and entropy apparently takes an unprecedented role in the creative process, now focused on the dialogues with apparatus. This will now be examined more closely.

Modern theory of communication tells us that entropy “is a measure of disorder; hence negative entropy or information is a measure of order or of organisation since the latter, compared to distribution at random, is an improbable state” (Bertalanffy 1980, p. 42). In that sense, novelty in the light of the theory of information would be an improbable inversion of the second law of thermodynamics, which states that the level of probability (entropy) in a isolated system, not in equilibrium, will increase over time (Flusser 2002c, p. 51). Thus, it could be said that a field of virtual possibilities embodied in the apparatus is to be permuted, combined, and organised by the artist in order to reduce entropy and to produce relevant information. In such a framework we might see photographs as resulting from a matrix of probabilities, which becomes information to feed the photographic universe. As the photographic universe increases it becomes redundant and entropic again. In this way the photographer plays with the apparatus to inform the world with new scenes.”

 

[26]This position resonates with the concept of “play” by Johan Huizinga, which in his major treatise “Homo Ludens”, asserts that play “only becomes possible, thinkable and understandable when an influx of mind breaks down the absolute determinism of the cosmos” (Huizinga 1949, p.3). In Flusser, such determinism is embodied in the form of an apparatus. This is why play is the best modus operandi for the machine; it becomes a strategy. In his paper “Towards a Field Theory for Post-Modernist Art”, Roy Ascott (1980) draws our attention to the transactional character of works of art, in which a field of “psychic interplay” between the artist and the observer takes place, and proposes the artwork as a system. Thus, the artwork may be seen as a matrix around which the art game is set. This thesis’s author has proposed elsewhere (Nóbrega 2008e) that playing is the way the artist, the observer and the artwork become a whole interlinked mind, and that art is a game of which the rules are to be discovered through playing, and that in playing ludic patterns that interconnect are revealed.

HUIZINGA, J. (1949) Homo Ludens: a study of the play-element in culture, London, Boston and Henley, Routledge & Kegan Paul.


–> Art as field fenomenon:

“John Dewey placed emphasis on the distinction between the artwork (art product) and work of art, making the field concept of art even more clear. “The first is physical and potential; the latter is active and experienced” (Dewey 1979, p. 162). Dewey continues:

[The work of art] is what the product does, its working (…). When the structure of the object is such that its force interacts happily (but not easily) with the energies that issue from the experience itself; when their mutual affinities and antagonisms work together to bring about a substance that develops cumulatively and surely (but not too steadily) towards a fulfilling of impulsions and tensions, then indeed there is a work of art.

It could be said that the artwork is a set of configurations, a system, the plate of a hologram; the work of art is the experience of its interlinking parts. The artwork is a piece of information, and on the other hand, evoking Gregory Bateson’s words, the work of art is “an aggregate of interacting parts or components” (Bateson [1980] 2002, p. 86), a body of ideas, part of a mental system that includes the artist and the observer that is triggered by difference. The work of art, it is argued in this thesis, is the realisation of a coherent, integrative system that might be accessed as a field phenomenon.”

 

DEWEY, J. (1979) Art as experience, New York, Putnam.

BATESON, G. [1972] (1987) Steps to an ecology of mind, Northvale, New Jersey; London, Jason Aronson Inc.

BATESON, G. [1980] (2002) Mind and Nature. A Necessary Unity, New Jersey, Hampton Press, Inc.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Seminário / José – 22/03

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Comentários / sugestões

–>Explicar: “configuradas no lugar não in-situ “

“A luz da janela que não tem um som muito forte na minha experiência (…)”

–> Sinestesia (?)

Sinestesia: Psicologia Associação espontânea (e que varia segundo os indivíduos) entre sensações de natureza diferente mas que parecem estar intimamente ligadas. (P. ex.: para certas pessoas, um som determinado evoca uma cor determinada ou um perfume particular etc.) / Retórica Associação de palavras ou expressões que combinam sensações distintas numa impressão única; cruzamento de sensações. (Ex.: voz [sensação auditiva] doce [sensação gustativa] e macia [sensação tátil].)

“Na minha prática artística estou interessado em experimentar esses ritmos. Não em compreender, mas deixar que eles me absorvam”

–>Como os ritmos nos absorvem? Experiência em primeira pessoa?

“Preciso de um médium que trabalhe o ritmo (…)”

–> A palavra seria mídia

“Estou interessado na experiência e construção de ritmos. No meu trabalho, não posso controlar exatamente como vai ser esta experiência. Eu defino coisas nela mas, por outra parte, a experiência do publico quando confronta a obra complementa o trabalho. Desde as suas experiências entende a peça. Não posso ter um controle sobre isso, mas posso ter uma noção do que se vai experimentar. Por outra parte, o espaço-tempo onde está a obra vai aportar uma forte carga ao trabalho. Posso pôr algumas condições para a montagem do trabalho, mas sempre vão existir fatores fora da minha imaginação que estarão acontecendo.

–> ver o conceito de trabalho de arte como “matriz” –> Roy Ascott

“Behaviourist art constitutes (…) a retroactive process of human involvement, in which the artifact functions as both matrix and catalyst. As matrix, it is the substance between two sets of behaviours; it exists neither for itself nor by itself. As a catalyst, it triggers changes in the spectator’s total behaviour. Its structure must be adaptive, implicitly or physically, to accommodate the spectator’s responses, in order that the creative evolution of form and idea may take place. The basic principle is feedback. The artifact/observer system furnishes its own controlling energy: a function of an output variable (observer’s response) is to act as an input variable, which introduces more variety into the system and leads to more variety in the output (observer’s experience). This rich interplay derives from what is a self-organising system in which there are two controlling factors: one, the spectator is a self-organising subsystem; the other, the artwork is not usually at present homeostatic. (Ascott 1966; 1967; Ascott [1966-7] 2003a, p. 128)”

ASCOTT, R. (1966; 1967) Behaviourist Art And Cybernetic Vision. in Roy Ascott. Telematic embrace: visionary theories of art, technology, and consciousness. Cybernetica: Journal of the International Association for Cybernetics, vol.9; 10, nº4; 1.

“É como fazer um trabalho que vai morar sem o criador, enfrentando o público e o espaço-tempo. Não quero ter controle preciso sobre o lugar onde vai estar o trabalho, porque ele deve estar em diferentes lugares e que cada lugar constrói um trabalho diferente. Em outras palavras, não estou interessado em fazer uma instalação in-situ, (que seja planejada para um lugar único), senão onde eu vou definir só algumas condições do espaço, as outras são definidas no momento mesmo pelo que aporta o contexto.”

–> colocação antagônica –> “Não quero ter controle”  X  “porque ele deve estar ” –> rever

 

Referâncias recomendadas:

Jonathan Crary –>Livro: Techniques of the Observer. On Vision and Modernity in the 19th Century

David Hockney –> Livro: O Conhecimento Secreto

Pesquisar conceitos–> Embodied cognition; Autopoiesis; enaction;

Gregory Bateson

Humberto Maturana

Francisco Varela

  • 1980 (with Humberto Maturana). Autopoiesis and Cognition: The Realization of the Living. Boston: Reidel.
  • 1979. Principles of Biological Autonomy. North-Holland.
  • 1998 (1987) (with Humberto Maturana). The Tree of Knowledge: The Biological Roots of Human Understanding. Boston: Shambhala Press.
  • 1991 (with Evan Thompson and Eleanor Rosch). The Embodied Mind: Cognitive Science and Human Experience. MIT Press. ISBN 978-0262720212

 

Aula 15/03

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Apresentação da Disciplina.

Apresentação dos estudantes

Questões levantadas:

Relação entre motilidade e forma.

Rever conceito de forma segundo sua origem como “diagrama de forças” (C.f. D’Arcy Wentworth Thompson)

source wikipedia

Relação entre Arte e vontade.

Conceito de presença / poética da presença

…………..

Diferença entre Sentido e sentidos

Sentido como mobilidade –> O sentido não tem direção (correto Leandro?)

Sentidos –> sensibilidade perceptiva !?

Como produzir uma narrativa que não seja apenas o relato de um processo artístico, como o processo se vale também da narrativa a ser criada como força ressonante?

Referência:

Ricardo Basbaum

Diagramas

“Would you like to participate in an artistic experience?”

 

……………

Ritmo como ferramenta de objetivação –> (re)configuração do real.

Duração –> Bergson

 

 

 

 

Seminário de Pesquisas em Andamento II – Ementa

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Ementa de Curso/Linha: Poéticas Interdisciplinares

Período: 2012.1

Disciplina: Seminário de Pesquisas em Andamento II

Código: BAC 807

Nome do Curso: Seminário de Pesquisas em Andamento – II

Professor: Guto nobrega

EMENTA:

Apresentação e discussão dos projetos de dissertação e de tese em andamento na linha de poética interdisciplinares. discussão das principais questões conceituais envolvidas nesses trabalhos. Discussão dos trabalhos realizados no âmbito da tese.

PROGRAMA DO CURSO:
Seminários, discussões metodológica e análise da prática.
Interlocução com convidados através dos “Diálogos Transdisciplinares.”

SET

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Seminário Exploratório Transdisciplinar.

Estaremos dando início ao ciclo de seminários SET – Seminário Exploratório Transdisciplinar -2012/1, organizados pelo NANO-UFRJ.

Trata-se de um seminário de pesquisa aberto ao público, que se realizará uma vez ao mês, tendo início neste dia 22 de março de 2012.

Os temas abordados pelo SET são diversos e buscam dar apoio às pesquisas desenvolvidas pelos estudantes ligados à linha de pesquisa Poéticas Interdisciplinares, assim como pelos demais estudantes do Programa de Pós Graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes. Espera-se fortalecer com essa iniciativa a troca interdisciplinar e o estabelecimento de redes conceituais. Pretende-se dessa maneira fomentar ações exploratórias na busca de novos modelos cognitivos que estimulem a criação e pesquisa no campo das artes e suas intersecções. O seminário SET é construído com base na apresentação individual de um pesquisador cujo papel é introduzir ao público questões relevantes sobre determinado tema pesquisado assim como material de suporte (bibliografia, imagens, trabalhos) de forma que a discussão sobre o assunto possa ser conduzida.

Local: Espaço laboratorial NANO – Núcleo de Artes e Novos Organismos – UFRJ/EBA/PPGAV
Avenida Pedro Calmon, 550 – sala 618

Prédio da Reitoria – 6º andar
Cidade Universitária – Rio de Janeiro/RJ  – Brasil
CEP: 21941-590

Horário: 14 às 16:00

Seminários 2012

22/03/2012 – Gimena De Mello –> A transmutação do estado do corpo cotidiano para o estado do corpo cênico no artista e no publico. A partilha do código expressivo que emerge dessa transmutação.

Em breve seguinte serão divulgados.

 

SET – 2012/1 – Gimena De Mello

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Estaremos dando início ao ciclo de seminários SET – Seminário Exploratório Transdisciplinar -2012/1, organizados pelo NANO-UFRJ.

Trata-se de um seminário aberto ao público, que se realizará uma vez ao mês, tendo início neste dia 22 de março de 2012.

Seminarista:
Gimena De Mello

Título: A transmutação do estado do corpo cotidiano para o estado do corpo cênico no artista e no publico. A partilha do código expressivo que emerge dessa transmutação.

É possível pensar a cena como o espaço no qual o artista divide com o público o sistema de códigos pelo qual transmuta sua presença para além do cotidiano? Indo um pouco mais longe, é possível que essa transmutação de presença seja assimilada pelo público ao ponto dele sentir o desejo de interferir na criação da cena?

O projeto trata da montagem de um trabalho que se localiza no limiar entre a obra cênica e a situação de performance para pesquisar uma forma de autoria dividida com a plateia. A ideia é criar uma cena que é inicialmente roteirizada pela artista e que em algum momento passa para as mãos da plateia. Assim, a partir desse momento a responsabilidade criativa já não seria somente da artista, e sim de um desejo coletivo de criação de linguagem.

Bibliografia de apoio (clique para baixar pdf)

Vilém Flusser. O mundo codificado. Capitulo : Forma e Material

Nicolas Bourriaud. Estética Relacional. Capítulo: A obra de arte como objeto parcial.

Local: Espaço laboratorial NANO – Núcleo de Artes e Novos Organismos – UFRJ/EBA/PPGAV
Avenida Pedro Calmon, 550 – sala 618

Prédio da Reitoria – 6º andar
Cidade Universitária – Rio de Janeiro/RJ  – Brasil
CEP: 21941-590

Horário: 14 às 16:00

Data: 22/03/2012

Chamada para trabalhos

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V SEMINÁRIO NACIONAL DE PESQUISA EM ARTE E CULTURA VISUAL

Geopolítica, arte e cultura visual

Goiânia, GO

4 a 6 de junho de 2012

Uma série de práticas visuais – sempre entrelaçadas com outras culturas e processos – são propostas para o desenvolvimento, implantação e resistência de geopolíticas. Essas diversas culturas geopolíticas produzem e difundem maneiras de ver o mundo, que são continuamente re-eleitas e adaptadas às novas circunstâncias geopolíticas.

“Cultura visual e geopolítica” à primeira vista pode parecer uma relação estranha. No entanto, ao refletirmos sobre como chegamos a conhecer os acontecimentos mundiais, ou a natureza global e a política dos principais produtores de imagem do nosso tempo, a percepção da geopolítica e da cultura visual como áreas afins torna-se cada vez mais evidente. Assim, é possível pensar em visualidades decorrentes de, e ajudando a produzir, lugares e tempos diferentes.

O V Seminário Nacional de Pesquisa em Arte e Cultura Visual pretende reunir pesquisadores, estudantes de doutorado e mestrado, para juntamente com os conferencistas convidados debaterem o tema “Geopolítica, arte e cultura visual”. Inicialmente com abrangência apenas local e regional, o evento, organizado anualmente desde 2000 pelo programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual da Universidade Federal de Goiás, tornou-se nacional em 2008.Na edição de 2011 o seminário reuniu cerca de 200 participantes, entre convidados, ouvintes e debatedores, que apresentaram trabalhos em duas modalidades: comunicação oral e narrativas visuais.O Seminário Nacional de Pesquisa em Arte e Cultura Visual constitui-se em um espaço interdisciplinar para discussões de questões relacionadas às Artes e à Cultura Visual, com foco, principalmente, nas investigações sobre as manifestações de sentido que articulem cultura e visualidades. O evento tem se consolidado como referência na área de Artes, ao reunir anualmente pesquisadores do Centro-Oeste e de outras regiões do país e da América do Sul, contribuindo, dessa forma, para o fortalecimento do campo da Arte e da Cultura Visual na América Latina.

Submissão de trabalhos

 

Ecologia Híbrida

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Workshop apresentado no e-Learning Café da Universidade do Porto – Portugal

7 e 8 Dezembro de 2011, 10h-18h, e-learning café da Universidade do Porto

com Guto Nóbrega

O workshop Ecologia Híbrida trata da relação entre as plantas e sistemas artificiais com base numa experiência prática e teórica. O artista, professor e investigador Guto Nóbrega apresentará uma breve introdução ao uso de plantas no contexto da arte e seus precedentes históricos, acompanhado da montagem, de uma interface básica para uso de plantas como sensores orgânicos para interfaces híbridas. O workshop dividido em duas partes, num primeiro momento com uma breve apresentação teórica sobre o tópico seguido de montagem electrónica de um shield para Arduino. No segundo dia o shield será utilizado em conjunto com Arduino e outras interfaces para produção de uma experiência sonora.
GUTONOBREGA.CO.UK | VIMEO | FLICKR


Uma organização

“Frágil” no: Desafios da Arte em Rede – MAM – RJ

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Prezados, é com orgulho que informo que o trabalho telemático desenvolvido ao longo de 2011 no NANO, cujo processo envolveu a criação do robô HA (hiperorganismo antropofágico), será parte do evento “Desafios da Arte em Rede” no MAM-RJ. Acabo de retornar de São Paulo onde apresentamos uma prévia do espetáculo no SESC IPIRANGA. O trabalho consiste em uma performance telemática envolvendo grupos artísticos da UFBA e UFC. Para tal evento desenvolvemos três wearables (interfaces vestíveis) dedicados ao monitoramento sonoro e respiração corporal e vibracão. As vestes comunicam entre si e com o robô através de protocolo OSC, e transmissão de dados sem fio via tecnologia xBee. Fluxos de imagem e som serão transmitidos e recebidos entre Rio e Fortaleza. Contaremos com o apopio da RNP para este evento e patrocínio da VIVO Lab.

Abaixo segue link para vimeo e flickr com algums imagens do trabalho, ainda em andamento.
http://www.flickr.com/photos/gutonobrega/sets/72157628145557924/

 

 

Processos Abertos – Luis Miguel Girão

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Luis Miguel Girão é artista transdisciplinar e investigador na aplicação da tecnologia como ferramenta para expressão artística, atualmente centrado no bioeletromagnetismo. Em 2007, foi premiado com a Bolsa Ernesto Souza. Com Gehlhaar e Paulo Maria Rodrigues, criou o UnoDuoTrio ensemble e desenvolveu o projeto CyberLieder. Fundou a Artshare, uma empresa de investigação art tech e que colabora com diversos artistas e instituições como a Casa da Música – Porto, iDAT – Plymouth(UK) e a Companhia de Música Teatral – Lisboa. Foi curador assistente e diretor técnico do Laboratório de Arte Eletrônica na Bienal Internacional de Cerveira e colaborou com a Academia das Artes Digitais do Programa Aveiro Digital. Colaborou com diversos artistas e o seu trabalho foi apresentado em países como EUA, Canadá, Alemanha, Dinamarca e China. É doutorando investigador no Planetary Collegium; bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia(FCT) e do CESEM, Univ=ersidade Nova Lisboa.