BEAM Cachoeiras

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Dias 8 e 9 da semana passada (Abril) eu, Guto Nóbrega e Malu Fragoso estivemos com o Jarbas Jácome na UFRB, Cachoeiras Bahia. A oficina, promovida pelo projeto Diálogos Arte e Ciência da UFG, coordenado pelo Prof. Cleomar Rocha,  foi trabalhada sobre o conceito de BEAM (Biology, Electronics, Aesthetic and Robotics), criado pelo inglês, crescido no Canada, Mark Tilden. Mark é um cientista especialista em robótica, famoso por ter inventado complexos organismos robóticos, a maioria deles sem uso de micro-controladores, basendo-se apenas em circuitos analógico fundados em eletrônica básica. Para nosso workshop nos baseamos em dois circuitos fundamentais para gerar movimento e som. Os circuitos foram inspirados nos experimentos de outro artista chamado Ralf Shereinber que, também influenciado pela prática BEAM vem produzindo incríveis micro criaturas sonoras e cinéticas. Solar Sound module e o Solar engine são dois circuitos com base em células solares (células que produzem energia elétrica ao contato direto com a luz – solar ou artificial). Na oficina partimos desses circuitos básicos para experimentarmos sonoridades a partir do improviso com componentes eletrônicos. O coração do circuito sonoro é o Schmitt Trigger 74LS14N. Com esse pequeno integrado é possível criar loops invertidos e com isso osciladores sonoros que variam a partir da luz. Nosso circuito foi incrementado com o uso de LDRs para permitir maior experimentações.

Abaixo os circuitos: sonoro e o “solar engine”, que dispara um pequeno motor DC a partir da energia acumulada em um capacitor.

 

Módulo Sonoro

 

Módulo de Movimento

 

Collectron no Galpão Tom Jobim

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dias 20 e 21 realizamos no Galpão Tom Jobim no Jardim Botânico. Foram dois dias com duas sessões cada dia, bastante inscritos par uma troca com Luis Girão, o criador do sistema Collectron. Na quarta depois da segunda sessão houve o primeiro Diálogos Transdisciplinares desse ano com os convidados Sam Tubridge e Maira Fróes, mediado pelo Luis Girão. Ótima discussão ao redor do assunto Natureza, ciência, transgressão, colaboração, novos modelos paar arte e ciência. Abaixo algumas imagens:

Montagem, calibragem do sistema e Workshop

 

Projeto Bot_anic – plantshield + estrutura

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A última parte dessa montagem é a do plantshield customizado. Decidi usar uma shield genérico para arduino e fazer a montagem dos componentes diretos nele. A vantagem dessa técnica é a possibilidade de ter o shield pronto em algumas horas, sem ter que passar pela etapa de projetar o circuito no computador, passar para uma placa, acidular, etc… Usando o proto shield pode-se soldar diretamente nele e criar seu circuito. Outra vantagem é o formato padrão da placa arduino que o proto shield segue. Depois de montado é só inserir sobre o arduino e testar.

Desvantagens dessa técnica: todas as ligações entre os componentes são feitas a base de fio soldando um por um. Você tem que ter alguma experiência em montagens como essa pois é muito fácil se perder ao longo do caminho e criar uma cama de gato bem confusa e em curto. Use fios bem finos e alterne a parte superior do shield com a parte de baixo (ele é double side). Na sequência inicio por colocar os componentes de um lado para depois ir virando o shield e ir soldando. Uso uma suporte de placas para bancadas para me auxiliar no processo. Seguem as imagens:

Projeto Bot_anic – suporte para vaso com LED RGB

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Um outro achado que mantive na gaveta foi um vaso iluminado por LED, que comprei numa loja de 1,99 lá fora (UK). Foi fácil adaptar um LED RGB que dará os sinais de mudança no comportamento da planta. Tive que pensar uma forma interessante de acoplar o vaso ao robô, especialmente no sentido de facilitar montagens e transporte. Optei por um sistema de tubos metálicos que recebem o vaso através de quatro parafusos. Tudo isso foi adaptado, tanto as partes do meccano quanto ao vaso. Ao final alguns testes de luz, a colocação do arduino e a forma final do robô. No próximo post tratarei do Plantshield.

Projeto Bot_anic – corpo do robô

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Como corpo do robô usei a mesma base do antigo sistema, uma estrutura de metal e parafusos usada em brinquedos modulares. A que usei se chama “meccano”. Aqui no Brasil tenho encontrado dificuldade em achar marca ou algo similar comercialmente, mas sei que existe um módulo comercial à venda específico para montagens como essa. Farei um novo post sobre isso em outro momento.

A vantagem de se trabalhar com estruturas como essa é a possibilidade de poder dar formas inventivas a sua criacão. O módulo meccano que havia comprado era para construção de um carro de corrida. Porém, com um pouco de imaginação cheguei a forma atual desse robô. Note a solução encontrada para a roda traseira, adaptada de uma rodinha comercial para móveis. Outro detalhe é o sistema de transmissão por elásticos. Trabalhei de forma que o torque do motor aumentasse usando uma configuração adequada de polias (pura sorte de ter os tamanhos adequados).  Segue  a galeria de imagens:

Projeto Bot_anic – motorshield

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O projeto Bot_anic, (Bot derivando de robô) dá sequência a pesquisa de monitoramento sensível de plantas usando um medidor de respostas galvânicas adaptado para folhas vegetais (ver o projeto “Breathing“). Em Bot_anic resolvi criar um shield para arduino através do qual posso monitor variações de condutância em duas folhas distintas. Isso me dá a possibilidade de analisar a diferença de sinais entre as duas folhas e usar esse sentido paar direcionar o movimento de um pequeno robô que carrega a planta.  Ao todo o projeto consiste de 3 etapas: montagem de um motor shield para arduino, responsável pelo controle de dois motores DC de baixa potência, montagem do meu plantshield customizado (monitoramento das folhas), montagem de uma estrutura robótica para transportar a planta.

Iniciando a montagem do motorshield

O motorshield estava empacotado desde minha volta da Inglaterra,esperando o momento desse projeto sair da gaveta. Quando criei Breathing em 2008 já vinha trabalhando no que chamava “Plant System”, uma série de interfaces com plantas, entre elas o módulo de transporte. A versão inglesa era mais ou menos como abaixo:

Montei a primeira versão do controle de motores usando uma H-bridge, que esquentava bastante. Tudo muito artesanal, feito na protoboard com fios para todos lados. O chip era o L293D. Funcionou, mas precisava de ajustes e tempo, que me faltava muito devido ao doutorado.

 

Resolvi para a versão atual trabalhar com um motor shield comercial. Comprei o kit e montei. Veja a sequência abaixo:

           

Ver os outros posts em “processos“.

 

MUTE VOL. 3, NO. 1 – DOUBLE NEGATIVE FEEDBACK

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MAGAZINE

‘Double Negative Feedback’ expresses the hope that the chaos unleashed by the cybernetic loops of financialisation, post-Fordist production and networked life might not only be entropic and exploitative. The noise generated by ‘positive feedback’ also takes the form of the explosions we are seeing in the Arab world, the anti-disciplinary uses of cybernetic control systems, the ‘shared precarity’ of compositional improvising, and the ripples of a political organising that no longer assumes a common identity but instead acknowledges our common vulnerability. This issue scouts out such double-negative loops in a landscape dominated by the relentless, if often misfiring attempt to put feedback to work

Materia na Ciência Hoje sobre o Hip3rorgânicos.

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Arte e conectividade

Publicado em 05/12/2012

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Grupo apresenta em simpósio obras que visam integração entre criatividade, ciência e tecnologia. O ‘sobreCultura +’ esteve no evento e conversou com os artistas.

Arte e conectividadeHiperorgânicos: evento reuniu grupo que se vale da ciência e da tecnologia para produzir obras de arte. (foto: Joyce Santos)

No salão Portinari do Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, um grupo de aproximadamente 20 pessoas operava computadores, utilizava softwares de programação, instalava sensores em plantas, cata-ventos… Sensores em plantas? Cata-ventos?

“O conceito de hiperorganismo nos ajuda a pensar as obras e os objetos criados pelos artistas no contexto contemporâneo das redes”

A cena, ocorrida em outubro último durante oSimpósio Internacional de Pesquisa em Hibridações e Arte Telemática, passa a fazer sentido ao se conhecer o objetivo do evento – discutir (e colocar em prática) a interseção entre arte, ciência e tecnologia.

Hiperorgânicos – como é chamado o simpósio – surgiu em 2010, idealizado porGuto Nóbrega, professor da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA/UFRJ). “O prefixo ‘hiper’ se refere à questão da conectividade, de um universo contemporâneo ‘hipermediado’; já o termo ‘orgânico’, a um possível modelo para a experiência artística relativa aos processos que criamos”, conta Nóbrega, em entrevista ao sobreCultura +, durante a terceira edição do evento. Ele acrescenta: “O conceito de hiperorganismo nos ajuda a pensar as obras e os objetos criados pelos artistas no contexto contemporâneo das redes. No Hiperorgânicos, o nosso foco é justamente este. São vários convidados, artistas ou não, que têm as suas obras interconectadas para fazerem parte de uma estrutura maior, coletiva”.

Os três primeiros dias do evento foram dedicados às atividades do laboratório aberto, quando foi feita a montagem das obras e o estabelecimento das conexões. O principal objetivo era fazer com que as informações provenientes de cada trabalho pudessem ser utilizadas por outros artistas, quer estivessem no salão Portinari ou não.

Como se dá essa interação entre obras? Um exemplo fictício, porém simples: imagine que um instrumento musical produz uma série de sons. A proposta é que eles sejam convertidos em dados numéricos e compartilhados através da rede. Um servidor irá receber essas informações e disponibilizá-las para quem estiver conectado, que poderá fazer com que os dados também façam parte da sua obra. Caso o instrumento passe a emitir um som mais agudo, por exemplo, isso poderá levar a uma mudança de cor ou acionar a exibição de vídeos em outra obra. Isso é possível graças à mediação dos artistas, que se valem da linguagem de programação computacional para produzir seus trabalhos. Um dos softwares utilizados foi o Processing, criado especificamente para trabalhos de arte.

Paola Barreto, doutoranda em Artes Visuais na EBA/UFRJ, participou do Hiperorgânicos com a experiência híbrida ‘Cine plant‘, em que uma planta é conectada a sensores que captam impulsos elétricos. Esses sinais são convertidos em dados que acionam a edição de imagens de vídeo. Estas, por sua vez, são projetadas nas folhas da planta. “No Hiperorgânicos, a ideia é que esses dados saiam desse microuniverso e entrem na rede para serem utilizados pelo coletivo e possam ativar processos em qualquer lugar”, explica Nóbrega.

Assista à experiência ‘Cine plant’, de Paola Barreto

Jardim gráfico

Outro trabalho levado para o evento foi ‘Um jardim para Epicuro’, da artista Cinthia Mendonça. No projeto original, um jardim real produz dados de temperatura, luminosidade e umidade que são captados por sensores e enviados via rádio para osoftware Processing, que os utiliza para gerar um jardim gráfico, abstrato.

“O trabalho busca promover um encontro de saberes distintos que convergem simbolicamente para a criação de um jardim”, diz. “Não só de conhecimentos das áreas exatas e humanas, mas também de saberes populares, que se reúnem no ‘saber fazer’ de cada um que participa da montagem do jardim. Da filosofia à agricultura, da física à programação e à arte.”

No Hiperorgânicos, de modo diferente do projeto original, os dados utilizados não eram provenientes de um jardim real. O jardim gráfico era alimentado por dados produzidos em outros trabalhos, como os sinais elétricos da planta de Paola Barreto, sons produzidos em Curitiba pelo artista Glerm Soares e valores de temperatura e umidade relativa do ar de Ondina, em Salvador, captados durante o evento e enviados para o Rio de Janeiro pelo grupo Ecoarte.

“Isso deu ao trabalho uma dinâmica bem diferente”, conta Cinthia. Ela explica que os grupos de dados produzidos a partir do jardim real têm variação mais lenta, pois dependem das variações reais de temperatura, umidade e luminosidade. Por outro lado, os dados numéricos recebidos via internet durante o evento variavam em ritmo mais acelerado, o que fez com que os componentes do jardim gráfico se movimentassem e mudassem de forma com mais velocidade do que no projeto original.

Conheça o projeto ‘Um jardim para Epicuro’,
de Cinthia Mendonça

Um Jardim para Epicuro – Jardim Gráfico – SummerLab 2011 from cinthia on Vimeo.

Híbridos

O último dia do Hiperorgânicos foi dedicado a discussões sobre aspectos técnicos, artísticos e políticos da interseção entre arte, ciência e tecnologia. Um dos convidados para falar no simpósio, Ivan Henriques, apresentou o trabalho ‘Jurema action plant’ (JAP). O projeto foi desenvolvido por ele durante o mestrado em Arte e Ciência na Academia Real de Artes da Holanda, concluído em 2010. “Pesquisei a interação entre organismos vivos e máquinas, procurando uma harmonia entre eles”, diz.

Para desenvolver a JAP, colaboraram o V2 – Institute for the Unstable Media – e o biólogo holandês Bert van Dujn, especializado em biodinâmica e eletrofisiologia. O projeto é um híbrido entre a planta Mimosa pudica, popularmente conhecida como dormideira, e uma máquina – mais especificamente, parte de uma cadeira de rodas elétrica.

Quando a planta é tocada por alguém, isso leva a uma variação nos sinais elétricos do vegetal, que é captada por sensores. Esse sinal é amplificado mil vezes e faz mover o conjunto máquina-planta. Além disso, a JAP também tem sensores infravermelhos na parte dianteira e traseira, o que possibilita que desvie de obstáculos e consiga perceber as pessoas à sua volta.

Veja o trabalho ‘Jurema action plant’,
de Ivan Henriques

Jurema Action Plant from Ivan Henriques on Vimeo.

Henriques explica que se uma pessoa tocar a planta pela frente, o primeiro movimento da JAP será em direção a ela. No entanto, se a pessoa continuar em seu caminho, a máquina está programada para desviar e irá se mover para trás e para a esquerda. Se após esse movimento, ainda encontrar obstáculos, continuará procurando um lugar livre, girando 360 graus.

“Depois de apresentá-la nas primeiras exposições, ficou claro que, embora a biomáquina não se assemelhe a um ser humano, os visitantes criavam uma relação de afeto com ela”, conta.

Na rede Ipê

O Hiperorgânicos III marcou a conexão da Fundação Nacional de Artes (Funarte) a uma rede de alta capacidade administrada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), a rede Ipê. Além da sede no Rio de Janeiro, as representações da Funarte em Minas Gerais, Brasília e São Paulo também passaram a integrá-la, o que possibilitará novos experimentos em arte e tecnologia.

“Antes os artistas precisavam de galerias para expor seus trabalhos, hoje precisam também de espaços virtuais e públicos”, conclui Malu Fragoso, organizadora do evento ao lado de Guto Nóbrega.

Joyce Santos
Ciência Hoje/ RJ

Hip3rorgânicos

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O Núcleo de Arte e Novos Organismos – NANO[1],  coordenado pelos artistas Guto Nóbrega e Malu Fragoso, sediado na cidade do Rio de Janeiro, realizará  em outubro próximo o 3º HIPERORGÂNICOS – SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE PESQUISA EM HIBRIDAÇÕES e ARTE TELEMÁTICA

Local: Salão Portinari do Palácio Gustavo Capanema – Rua da Imprensa, 16 – Centro – RJ
Horário: de 9:00 às 17:00

 O evento tem caráter artístico/investigativo/acadêmico e está previsto para ocorrer entre os dias 16 a 19 de outubro. Será composto de dois momentos, sendo o primeiro, a realização de um Laboratório Aberto (OpenLab) e o segundo um seminário com palestras de convidados. Ambas atividades serão realizadas de forma presencial e remota, em videoconferência via sistema telemático, com o apoio da RNP – Rede Nacional de Pesquisa.

Trata-se da terceira edição da experiência agregadora de um laboratório aberto experimental e colaborativo que põem em prática projetos artísticos que integram arte, ciência e tecnologia a partir da ideia de hibridismo técno-artístico-biológico. Entende-se que a complexidade das questões abordadas, somada a potencialidade do desenvolvimento tecnológico (hardware e software) quando sintetizado em projetos/sistemas artísticos, exige que a experimentação seja compartilhada para que seja verdadeiramente compreendida.

A proposta esta voltada para importância de se divulgar por meio de debates públicos e colaborações artísticas postas em prática junto ao público de estudos específicos a respeito das relações que surgem entre homens, máquinas inteligentes, o universo tecnológico contemporâneo e a “natureza” constituída a partir dessas relações. Situação esta que se justifica pela onipresença de produtos multimídia resultante da ubiquidade das ferramentas e/ou dispositivos tecnológicos computacionais, pelo crescente numero de teorias e estudos sobre “novas” estéticas e “novas” formas de interação humano/máquina-obra/público, pelos caminhos entrelaçados entre arte e ciência, dentre outras motivações.

Hiperorgânicos III abre a discussão a partir do ponto de vista do artista pesquisador, com enfoque nos processos de criação e nas referencias ou fontes inovadoras de conhecimento. Também investe em questões de ecologia, inclusive ecologia humana, e na possibilidade de surgimento de uma nova consciência a partir da imersão e experimentação criativa nos ambientes cibernéticos. É colocando em prática que os sistemas se interconectam, que as dificuldades que se apresentam são superadas, e que as parcerias se concretizam.

Este é portanto um evento de formato híbrido (teórico/prático, artístico/acadêmico) que discute ideias e põe em prática as mesmas de forma experimental e investigativa, onde a discussão se faz a partir da experiência, e esta, por sua vez, se realiza pela possibilidade de diálogos, trocas de conhecimentos e compartilhamento de processos e procedimentos criativos

A comissão organizadora é composta pelos artistas pesquisadores Guto Nóbrega e Malu Fragoso, professores do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes da UFRJ, com a colaboração dos artistas Ivan Henriques, Tânia Fraga, Marlus Araujo,  Adriano Belisário, Nuvem- Estação Rural de Arte e Tecnologia dentre outros que participaram da primeira e/ou segunda edição do evento. Hiperorgânicos III já tem o apoio da FAPERJ para a realização do seminário.

Entre oconceitos abortados se encontram: o futuro (reinvenção) do meio ambiente; aceleração das mutações tecnocientíficas; o uso de recursos naturais; qual o lugar das hibridações entre organismos naturais e artificiais no futuro imediato?; sustentabilidade  [2]; transculturalidade.

Como tema central será abordado a noção de ecologia híbrida, tendo como base hibridações entre organismos naturais e artificiais e a telemática.

OpenLAb

Consiste em encontro imersivo (manhã e tarde) entre artistas-pesquisadores em sistema de laboratório aberto (OpenLAb) de base telemática. Tem por objetivo, através de metodologia dialógica e processual, o intercâmbio de experimentos em baixa e alta tecnologias,  focados na construção de um modelo hiperorgânico que integre em seu corpo práticas da:

• Hibridação: interface entre organismos naturais (plantas) e artificiais.

• Robótica : experimentos com microcontroladores programáveis (arduino) e mecatrônica básica.

• Música: Sonificação das experiências criadas no lab. (PD, conectividade via jacktrip e OSC com demais pontos).

• Visualização de Dados: Processing, OSC.

• Performance: (movimento assistido por kinetic ).

O HIPERORGÂNICOS – SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE PESQUISA EM HIBRIDAÇÕES e ARTE TELEMÁTICA é proposto como fórum de discussões que visa refletir sobre os resultados práticos do OpenLab e apresentações temáticas individuais. O simpósio terá transmissão de vídeo em tempo real, contando com palestrantes locais e internacionais. A dinâmica será formatada em três mesas cujos palestrantes terão cerca de dez minutos para apresentação de idéias relativas ao tema do evento, seguido de sessenta minutos para perguntas e diálogo com o público.

O Simpósio abordará questões com base em três eixos temáticos: tecnologia, poética e política. O mesmo será composto de quatro mesas, abertura inclusive, que serão organizadas de forma a privilegiar o debate. Assim sendo, cada convidado terá dez minutos para se apresentar e desenvolver brevemente o tema da sua mesa. Em seguida os moderadores coordenarão as discussões com contribuições do público presente.

Oficina da plataforma Arthron

Coordenação: Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e Dynavídeo.

Arthron é uma ferramenta desenvolvida para facilitar a execução de performances artísticas que utilizam representações midiáticas e o compartilhamento de espaços reais e virtuais em tempo real. Tem como principal funcionalidade oferecer ao usuário uma interface simples para manipulação de diferentes fontes e fluxos de mídia (áudio e vídeo) simultâneos. Dessa forma, o usuário pode remotamente configurar o formato de apresentação e programar a exibição no tempo (quando apresentar?) e no espaço (onde apresentar?) dos fluxos de mídia em um evento.

Esta oficina dá continuidade ao levantamento de requisitos iniciado em 2011, no Festival da Cultura Digital, quando artistas e produtores apresentaram suas primeiras propostas para aprimoramento da plataforma. Durante o OpenLab do Hiperôrgânicos serão apresentadas novas funcionalidades da plataforma e sua integração com o PureData (Pd) e o Jacktrip.

Node Salvador/Bahia

Desde o Hiperorgânicos 2, realizado em junho de 2012, o Grupo de Pesquisa Poéticas Tecnológicas – GP Poética – IHAC/UFBA estabeleceu um ponto remoto de participação no evento, com atividades realizadas em Salvador na sala do GP Poética – veja aqui um vídeo. Durante a terceira edição, teremos novamente um node do evento em Salvador, com programação local e conexão em tempo integral com as atividades do Rio de Janeiro, inclusive com sala de webconferência para participação no Simpósio de encerramento (dia 19/10).

Artistas de todas as linguagens, pesquisadores/estudantes e interessados em arte com mediação tecnológica, telemática, tecnologias livres, robótica, organismos híbridos, gambiarras e assuntos afins estão convidados a participar das nossas atividades, que novamente ocorrerão na sala do GP Poética (UFBA – IHAC – PAF IV – Sala 201). Teremos um hacklab funcionando durante todo o evento, e também performances, apresentações de ferramentas para arte digital e experimentos abertos.

http://hiperorganicossalvador.wordpress.com

 


[1] NANO é um núcleo laboratorial de pesquisa em arte, ciência e tecnologia, criado em 2010 pelo artista Guto Nóbrega e esta vinculado a linha de pesquisa Poéticas Interdisciplinares do Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

[2] Estes conceitos tem sido trabalhados por nosso colaborador, o artista Ivan Henriques em seu e-book Oritur (Henriques, Ivan. E-book Oritur, 2011)

NANO – Núcleo de Arte e Novos Organismos

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O núcleo laboratorial NANO foi instituído em setembro de 2010, e atua no âmbito da graduação e Programa de Pós Graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes – UFRJ. Tem por finalidade desenvolver pesquisas prático-teóricas na área de artes com foco específico em sua intersecção com a tecnologia e a ciência, dispondo de espaço laboratorial para pesquisa prático-teórica neste eixo temático. Desde sua instauração tem concentrado suas ações na produção de eventos e parcerias em âmbito nacional e internacional cujo interesse é focado no universo das idéias, práticas e poéticas de processos que caracterizam os diversos modos de criação e suas redes afins. A motivação desse grupo de pesquisa é consolidar um espaço transdisciplinar para a reflexão e fomento de novos modelos cognitivos com base na prática e trocas dialógicas com foco nas artes assistidas pelas tecnologias da comunicação/informação.


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