Projeto Bot_anic – motorshield

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O projeto Bot_anic, (Bot derivando de robô) dá sequência a pesquisa de monitoramento sensível de plantas usando um medidor de respostas galvânicas adaptado para folhas vegetais (ver o projeto “Breathing“). Em Bot_anic resolvi criar um shield para arduino através do qual posso monitor variações de condutância em duas folhas distintas. Isso me dá a possibilidade de analisar a diferença de sinais entre as duas folhas e usar esse sentido paar direcionar o movimento de um pequeno robô que carrega a planta.  Ao todo o projeto consiste de 3 etapas: montagem de um motor shield para arduino, responsável pelo controle de dois motores DC de baixa potência, montagem do meu plantshield customizado (monitoramento das folhas), montagem de uma estrutura robótica para transportar a planta.

Iniciando a montagem do motorshield

O motorshield estava empacotado desde minha volta da Inglaterra,esperando o momento desse projeto sair da gaveta. Quando criei Breathing em 2008 já vinha trabalhando no que chamava “Plant System”, uma série de interfaces com plantas, entre elas o módulo de transporte. A versão inglesa era mais ou menos como abaixo:

Montei a primeira versão do controle de motores usando uma H-bridge, que esquentava bastante. Tudo muito artesanal, feito na protoboard com fios para todos lados. O chip era o L293D. Funcionou, mas precisava de ajustes e tempo, que me faltava muito devido ao doutorado.

 

Resolvi para a versão atual trabalhar com um motor shield comercial. Comprei o kit e montei. Veja a sequência abaixo:

           

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O indivíduo e a roupa – Wearables

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Projeto sobre vestuário, porém, com uma visão diferenciada da do mercado. As roupas são importante elemento da história humana e sempre foram vistas como objeto que de alguma forma transmite uma mensagem, seja de diferença cultural, social, ou ideológica. O vestuário é responsável por caracterizar um indivíduo e exteriorizar algo presente em seu interior. Gostaria de me aprofundar no estudo sobre a relação entre o indivíduo e suas roupas, explorando a subjetividade presente no ato de se vestir nos dias atuais. Com base em pesquisas e estudos poderia propor um projeto artístico que inspirasse uma reflexão sobre este tema. Uma linha de roupas que não tivesse como finalidade própria o vestir, proteger o corpo, mas sim explicitar o que se passa no interior do corpo do indivíduo que usa tais roupas. Creio que o uso de cores, luzes e movimentos em tais peças, tal como uma modelagem diferenciada, poderiam transmitir a mensagem desejada e inspirar no apreciador da obra pensamentos reflexivos sobre a relação das pessoas com suas roupas. O apreciador também seria levado a meditar sobre o que está realmente presente no interior de cada pessoa por quem passa, e como as roupas ao mesmo tempo que nos contam muito sobre o outro podem também disfarçar as pessoas, e nos impedir de enxergá-las como realmente são.

 

Wearable Art

 

 

 

teste de head tracking 01

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Detecção de faces utilizando a biblioteca FaceTracker no openFrameworks e a openCV no Processing.

O objetivo é mudar a perspectiva de um cenário virtual de acordo com a posição do rosto do interator, a fim de criar uma situação 3D mais imersiva e responsiva sem utilização de óculos especiais.

Para um primeiro teste o resultado foi bom. Acho que o FaceTracker não será usado pela funcionalidade – mas as linhas de contorno no rosto são interessantes…


Referências

Em 2007 um vídeo com um experimento de head tracking utilizando controle do Wii, de Johnny Chung Lee, ficou bem conhecido. A sensação de paralax e profundidade é incrível, mesmo para quem está assistindo pelo vídeo (pois ele adapta o sistema a uma câmera e simula nossa visão). Mas este sistema não funciona apenas com um controle de Wii. É preciso que o interator utilize 2 leds infravermelho para que o controle capte os sinais.

Alguns experimentos deste tipo já foram feitos com Kinect. A vantagem é não precisar que o interator utilize acessórios extras, como nos experimentos de Chung Lee.

http://www.youtube.com/watch?v=1dnMsmajogA

No vídeo abaixo o head tracking foi feito apenas com uma PSEye.


Insights

Um desafio para esta primeira fase da pesquisa é conseguir o mesmo resultado utilizando apenas uma webcam simples. O segredo provavelmente está nos cálculos espaciais: posição da câmera em relação a tela, tamanho da tela, abertura da lente da câmera, detecção facial e seu posicionamento em relação a tela. Para a detecção da face ser mais precisa é essencial que a câmera tenha foco automático.


Fontes

O código fonte do teste no Processing pode ser acessado aqui:
https://gist.github.com/3484866

Abaixo uma série de links úteis para a pesquisa:

 

Q_ _ _ _ _ _ no Transperformance

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No dia 18 de dezembro de 2011, o Grupo A.C.Ho expandido coordenado or Malu Fragoso realizou a performance Q_ _ _ _ _ _ durante o evento Transperformance no Oi Futuro Ipanema, no Rio de Janeiro.
Performers: Barbara Castro, Gilson Motta, Lorena da Silva, Malu Fragoso, Rafaeli Mattos.

A presente proposta atua como uma visão de realidades intangíveis a nossa corporeidade do chão. Estaremos simultaneamente re-experimentando a proximidade com a rota do chão, traçando nosso caminho visando as alturas.

Três performers conduziram câmeras suspensas por balões de hélio. As câmeras transmitiam as imagens capturadas ao redor da praça General Osório para um sistema de exibição de vídeo streaming em tempo real que podiam ser assistidas em um site na internet ou em uma sala dentro do Oi Futuro. Paralelamente, outros dois distribuíam balões comuns para os transeuntes. Os balões distribuídos tinham uma altura menor do que os que suspendiam as câmeras. Desta forma, era possível ver os trajetos das pessoas presenteadas com os balões. Estas pessoas tinham algo em comum, uma característica muito comum aos frequentadores da região, utilizavam chinelos de dedo.
Os chinelos foram selecionados como elemento-guia para a performance devido a sua popularidade indiferente ao perfil de quem o usa. O chinelo é utilizado por todos que frequentam a região, cariocas ou turistas, ricos ou pobres. Esta foi uma das constatações feitas na pesquisa de campo realizada na ocasião do convite para participação no evento. O local abriga as escalas e divergências que marcam nossa cidade, o Rio de Janeiro. Nuances e polarizações sociais e naturais. O mar e o morro, o luxo e a favela, o asfalto e o elevador, o baixo e o alto. É então possível caminhar de diversas formas sobre o perfil carioca. Assim, apresentamos Q_ _ _ _ _ _, um sistema de localização geo-socio-cultural (GscPS) composto por balões, câmeras, performers e chinelos de dedo.

As imagens continuam disponíveis no site. (clique na imagem para redirecionamento)