Testes de projeção com lentes e primeiros modelos do capacete

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Testes de projeção com lentes

Durante o primeiro semestre de 2019 começamos a desenvolver a segunda etapa da pesquisa: Um capacete de realidade aumentada onde serão reproduzidos os vídeos feitos na primeira etapa. Para isso, estão sendo necessárias pesquisas sobre projeção em domo, foi usado como principal fonte de pesquisa o blog do Paul Bourke, especialista em projeções esféricas.

Para criar uma projeção em domo são necessárias duas coisas: uma lente especial para projeções esféricas e a distorção virtual das imagens a serem reproduzidas. 

A lente usada em projeções em domo é uma lente olho de peixe, ela comumente é usada em planetários, porém esse tipo de lente possui um valor muito alto, o que a torna praticamente inacessível para o nosso contexto. As lentes de projetores possuem características diferentes das lentes fotográficas, a primeira é constituída para projetar a luz de trás para frente, enquanto a segunda é feita para receber a luz da frente para trás.

Por conta disso, para construir uma lente olho de peixe específica para projeção é necessário fazer uma combinação de algumas lentes: Uma lente 50mm fotográfica, que é responsável por converter o feixe de luz, e uma lente olho de peixe comum, que dispersa a luz em 180º. 

Durante as experimentações, foi descoberta a necessidade de uma terceira lente, para dar foco. Os projetos de olho de peixe para projeção que encontramos foram feitos para projeções de longa distância, neste caso nosso projeto do capacete demanda uma projeção de curta distância. Apenas a 50mm e a olho de peixe não são capazes de focar as imagens a curta distância, por isso foi necessário o uso de uma terceira lente: Usamos uma lente de lupa comum que diminui a distância focal do projetor para cerca de 30cm. Sendo assim, configurando as distâncias entre as lentes e entre o projetor, é possível regular a distância focal da projeção. Outra questão descoberta nos experimentos é que os parâmetros de distância entre as lentes difere de projetor para projetor e a quantidade de lumens que eles possuem. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alguns problemas encontrados:
  • Um dos principais problemas encontrados foi essa diferença de parâmetros entre projetores. Cada projetor pede distanciamentos diferentes, isso faz com que os suportes para as lentes ideal seja algo retrátil. Foi comprado um mini projetor para o projeto, porém ele só possui 600 lumens, isso permite uma projeção razoável, mas em uma  resolução muito baixa e um pouco mais escura. O projetor que melhor se adaptou foi o Benq, ele é feito para projeções em lugares claros.
  • Outro problema bastante específico são as lentes que estamos usando, para os testes está sendo usada uma lente 50mm f1.8 e uma lente olho de peixe para celular. Como a lente olho de peixe para celular possui um diâmetro menor do que a lente olho de peixe para câmeras DSRLs, a propagação de luz é reduzida  e é preciso uma maior atenção no posicionamento em relação a 50mm. 
  • Já a abertura da 50mm influência a imagem a ser projetada, as lentes f1.8 possuem uma abertura traseira menor, por conta disso a imagem passa por um corte considerável. A melhor lente para usar é a f1.4 pois como sua abertura traseira é maior, não há cortes nas imagens.
Conclusões dos experimentos:
  • É possível adaptar a  construção das lentes para serem usadas com espelhos, isso diminui o tamanho total do objeto e possibilita o uso de ângulos na projeção. Ainda não chegamos nessa etapa.
  • Como solução provisória, descobrimos que se juntarmos uma lente de ampliador fotográfico 50mm com uma lente conversora, é possível criar uma grande angular para projeção. Ela não projeta em 180º como a olho de peixe, porém o resultado se aproxima ao esperado. 
  • Ao usar uma lente fotográfica para projeção, especificamente a 50mm, o a luz é rebatida de forma que a imagem projetada não fica centralizada, para resolver isso é necessário criar um ângulo entre o projetor e as lentes, aproximadamente de 30º (esse valor varia em relação ao projetor, a marca das lentes e a distância entre elas)
  • Para além da construção da lente olho de peixe, foram usadas diversas lentes e combinações para descobrir como a luz pode ser propagada. Dessa forma, foi possível chegar a diversos resultados estéticos.

 

Estudos de forma do capacete

Estão sendo feitos os primeiros estudos de forma do capacete, foi decidida uma forma geral e estão sendo feitos modelos em papelão a fim de aprimorá-la. O capacete terá formato de mochila o que dá maior suporte e estabilidade em relação peso e configuração dos componentes. 

Primeiro foi feito um pequeno modelo em em folha de PVC com a intenção de visualizar a forma fisicamente e pensar configurações.

 

Após isso foi feito um modelo em escala com papelão. Esse modelo foi feito a mão livre. O modelo ficou muito curto, não alcançava as costas. Apesar disso, com ele foi possível chegar ao ângulo do projetor e a dimensionamento geral. O segundo modelo foi um aprimoramento do primeiro, agora nas dimensões corretas. A estrutura dele estava funcionando mas a forma estava muito rígida. 

 

Com a intenção de aprimorar a forma, foram usadas fotos dos modelos como referência para estudos vetorizados. Ainda assim, não estava conseguindo chegar a um formato que agradasse. A intenção é chegar em um resultado orgânico e ergonômico, por conta disso voltei a fazer modelos em papelão. Com isso, fiz novos estudos  com modelos em escala 1:6 e cheguei a uma forma um pouco mais próxima da procurada. Para fazer o molde em escala 1:1, usei o segundo modelo como base e fui fazendo as modificações a lápis na cartolina, obedecendo as dimensões estabelecidas e usando como referência o desenho e modelo da forma escolhida em escala 1:6.

 

 

 







S.H.A.S.T. – nova família de apis melífera

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Em 2019 o NANO esta retomando o projeto S.H.A.S.T. Este ano iniciamos com uma parceria que vem se consolidando junto ao LAMCE e o LAB3D com o consórcio de laboratórios AI – Ações Inovadoras em Arte, Ciência e Tecnologia.

Os trabalhos iniciam 2019 com a pesquisa de campo e a organização do enxame de abelhas, localizado na Granja Sagrada Família, no distrito de Vargem Alegre, município de Barra do Piraí (RJ). Os apicultores e produtores orgânicos Pablo H. A. Figueiredo e Gabriela (Gabi) M. Teixeira , fizeram a mudança do enxame de uma caixa ninho que foi usada para a captura, para outra completa com quadros de cera nova para que a família (de abelhas) tenha um local limpo e organizado e posa se desenvolver. 

Nesse processo a abelha rainha foi transferida para a caixa ninho nova e isolada da caixa antiga. Na caixa antiga permaneceram os quadros com as crias e o mel. Essas crias vão levar até 21 dias para nascerem e se tornarem membros da família.

Nesse meio tempo, as operárias vão criar o ambiente na caixa nova para que a abelha rainha possa colocar novas crias. Após 21 dias, poderemos remover a caixa antiga pois não estaremos colocando em risco as novas abelhas, e no lugar desta colocar uma caixa melgueira, para a produção de mais mel.  Esse processo é necessário para que tenhamos um enxame saudável e dessa forma instaurar um sistema de monitoramento numa família ativa e em desenvolvimento. Nosso próximo passo será deslocar a colmeia para um local onde teremos acesso a rede wi-fi e a rede elétrica dentro da propriedade. Isso somente depois de 21 dias desde a data de hoje.

Postamos aqui algumas fotografias que registram a captura do enxame em 2018, e o processo realizado dia 31 de março para a adequação da instalação do enxame.  Estamos chamando esta família de ALFA.  O trabalho correu muito bem, as abelhas estavam muito mansas e permitiram uma troca tranquila de caixas.

 

Experimento 1 – Rolos

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O experimento de material 1 foi feito com rolos de papel cortados, pintados e conectados uns aos outros. O resultado foi um acessório semelhante à uma coluna que foi experimentado em algumas partes do corpo. Alguns dos registros estão anexados à esse post.

Com esse experimento, percebo um processo caseiro e íntimo, um ser que à primeira vista causa estranheza mas depois torna-se familiar nesse ambiente, que não diz nada, pode ser qualquer lugar ou lugar nenhum. É o primeiro de uma série de experimentos com o corpo, sugerindo sua multiplicidade e possibilidade de expansão.

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Teste com webcam

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Hoje foi visto que fica difícil visualizar o fundo do olho porque é muito escuro e o vítreo que é um líquido gelatinoso dificulta a passagem da luz. A retina devolve apenas cerca de 4% do sinal enviado a ela porque é um tecido feito para absorver luz.

Quando aproximamos a câmera sem luz a pupila dilata porque escurece na frente do olho, mas se jogar uma luz próximo a câmera ela diminui dificultando a visualização do fundo do olho.

Por esse motivo podemos perceber que talvez seria melhor utilizar o LED infra-vermelho.

Proposta retinógrafo

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O desafio proposto é desenvolver um equipamento portátil para a leitura da retina onde não existe a necessidade da presença de um médico. O aparelho será acoplado na câmera do celular registrando a periferia da retina. Tais imagens servirão para comparação com outras imagens anteriores, também feitas pelo equipamento, a fim de encontrar quaisquer alterações na retina. O equipamento pode ser utilizado por pacientes em sua própria casa ou em uma viagem. O público alvo são pessoas com alta miopia, recém operados e outros portadores de doenças ou deficiências que tenha o risco de descolamento de retina. O Objetivo é evitar o descolamento de retina, aumentar a qualidade de vida do paciente e deixá-lo viver mais tranquilo pois um descolamento de retina pode acontecer devido a um soco no olho, impactos, bolada, coçar o olho ou até mesmo sem motivo algum, com isso vemos a necessidade de um controle maior da retina assim como o diabético controla sua insulina ou o hipertenso a sua pressão. Hoje podemos perceber que o paciente não consegue visitar o oftalmologista sempre que um imprevisto acontece pois o sistema de saúde público não dispõe de atendimento imediato relacionado os olhos e os planos de saúde limitam a uma consulta por mês. Este equipamento pode evitar um descolamento já que um rasgo ou um furo na retina pode ser tratado e evitar um descolamento e as vezes não tem sintomas.

O produto:

O produto consiste em um aparelho de fácil manuseio que deve ser acoplado no celular para ler a retina do paciente. As imagens são geradas através de um aplicativo que traduz as imagens dizendo ao paciente se ele tem ou não que procurar um médico. No caso a tela verde significa que Não (olho bom) e a tela vermelha significa que sim ( Retina com algo anormal). Para que inicie o uso do aplicativo o paciente deve fotografar o olho fazendo com que essa imagem sirva de base de comparação para o sistema.

O que já foi feito:

Ex alunos da USP fizeram um aparelho que é acoplado no celular para ler a retina a diferença é que ele serve para o Médico. Apenas especialistas podem utilizá-lo e a imagem gerada é igual a do exame, ou seja só o oftalmologista vai entender. Eu quero alguma coisa que atenda o público em geral pelos motivos citados acima.

abaixo segue o link da pesquisa da USP:

http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2016/10/ex-alunos-da-usp-criam-aparelho-que-usa-smartphone-para-exame-de-retina.html

 

Criando arquivo para impressão 3D com Photoshop CS6

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Hoje iremos mostrar como é possível utilizar um dos programas mais famosos no mundo todo para criar um arquivo compatível para ser impresso em 3D. Além de servir para criar e aprimorar fotos, imagens, ilustrações, o Photoshop também possui esse incrível (e pouco explorado/divulgado) recurso.

 

No tutorial estamos usando o Photoshop CS6, mas com o CC também é possível! Você aprenderá que pode imprimir qualquer modelo 3D compatível sem se preocupar com limitações da impressora 3D, sendo possível também gerar as estruturas de suporte necessárias, para garantir que a sua impressão saia com uma ótima qualidade.

 

Antes de qualquer coisa, recomendo que a imagem a ser trabalhada tenha fundo transparente para facilitar o processo. Não ter um fundo na imagem facilita o processamento do 2D para 3D, uma vez que em alguns computadores o Photoshop pode acabar ficando mais lentos neste processo de conversão, dependendo da complexidade da forma usada.

 

A imagem que iremos trabalhar será esta abaixo, o fundo do crachá desenvolvido para o evento Hiperorgânicos 7:

 

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Iremos então acessar a área 3D do Photoshop, uma vez que temos a nossa imagem base pronta.

Selecione Janela > Área de trabalho > 3D para ir para a área de trabalho 3D.

 

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Em seguida, na janela que irá se abrir, você escolherá a opção “extrusão 3D”, para elevar a sua forma. Em seguida escolha se é uma camada selecionada, demarcação, etc, uma vez escolhido, clique em criar.

Obs.: É importante ser uma imagem grande (acima de 1000 pixels, ou acima de 15 cm), dependendo da complexidade, pois quanto menor for o documento, maior dificuldade de processamento o Photoshop irá encontrar, e isto irá deixar a sua máquina devagar.

 

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Esta será então a sua nova interface!

 

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Agora para extrudar a peça, clique no ícone mostrado na imagem abaixo

 

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Agora clique em propriedades (geralmente aparece assim que se entra na interface 3D), e escolha o valor que você ache mais adequado para a produndidade de extrusão.

 

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Forma extrudada. No caso do crachá de teste utilizamos 20 como valor de extrusão, mas isto depende do tamanho e do efeito que você pretende alcançar.

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Agora para salvar a sua extrusão para imprimir em 3D você irá em:

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E por fim salvar em extensão .obj e estará pronta a sua peça! Agora é colocar no seu programa de 3D de preferência para modificar ou acrescentar algo, ou apenas inserir o arquivo para ser impresso!

 

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Até a próxima!

Processo do Hiperbot 2.0

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Este post é a segunda parte do Hiperbot 2.0 – Redesign
Hiperbot 2.0 é o redesign de sua primeira versão que foi elaborada em 2013, e agora em 2016 apresenta seu mais novo design.
O projeto surgiu da ideia de se colocar em um único organismo, que se assemelhasse a uma criatura, diversos sensores de modo a capturar sinais galvânicos das folhas de plantas, medindo temperatura ambiente, luminosidade e umidade do solo.
Seu papel principal é enviar dados de um terrário utilizado dentro do projeto Telebiosfera para o servidor do NANO e permitir que todos possam usar seus dados para compor experimentos sonoros e visuais.
A interação das pessoas com as plantas as quais o Hiperbot está conectado através de suas garras gera uma reação sonora e visual de acordo com o que ele recebe de contato.
Esta continuação se propõe a mostrar o restante do desenvolvimento e resultado final até então do projeto, que pretende passar ainda por mais modificações.

Sketchs de desenvolvimento

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Estudo sobre tamanhos e encaixes dos elementos eletrônicos como entrada para SD card, USB, energia etc.
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Encaixe do sensor de umidade no anexo inferior

Impressão 3D – Manutenção

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A impressora 3D, assim como todas as máquinas, precisa de manutenção para garantir seu funcionamento adequado e corrigir possíveis erros ou defeitos que surgem com o uso constante da mesma.

 

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Mesa da impressora sem o vidro e um dos parafusos.

 

Uma das partes que requer atenção com maior frequência é a mesa. A mesa consiste numa placa que esquenta sob um vidro temperado, onde é depositada a primeira camada das peças a serem impressas. No caso do modelo da impressora que utilizamos no NANO a mesa se movimenta apenas no eixo Y (para frente e para trás), enquanto a extrusora se move nos eixos X (para a esquerda e para a direita) e Z (para cima e para baixo).

 

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Área de Controle Manual do programa Repetier Host.

O movimento repetitivo no eixo Y para a impressão faz com que seja necessário nivelar a mesa, o que é feito através de quatro parafusos com molas que a prendem na base que se move. Além disso, como consequência desse movimento algumas vezes alguns fios se soltam.

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Lado inferior da mesa com fio solto.

Quando ocorre desse fio se soltar a mesa ainda se movimenta, porém não esquenta, e isso impede o programa de iniciar a impressão mesmo que esteja sendo usado PLA, que não necessita da mesa aquecida. É importante alcançar a temperatura indicada para cada tipo de filamento e mantê-la durante toda a impressão, pois assim a peças em ABS ficarão fixas durante a impressão.

 

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Temperatura da mesa e da extrusora. Painel de Controle Manual do programa Repetier Host.

 

Com todos os fios devidamente soldados a mesa volta a aquecer e atingir a temperatura selecionada nas configurações do programa, que varia de acordo com o tipo de material a ser usado.

 

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Lado inferior da mesa com o fio soldado.

 

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Material para a solda.

 

O programa Repetier Host permite acompanhar a curva de temperatura da impressora, tanto da mesa quanto da extrusora. Após o término da impressão, mesmo que a impressora continue ligada e conectada ao computador, a temperatura começa a cair automaticamente como configuração padrão por questão de segurança. Pode-se perceber isso no gráfico próximo ao minuto 51:00.

 

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Gráfico de Curva de Temperatura do programa Repetier Host.

 

 

 

Teste de projeção – Telebiosfera

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Na quinta feira, dia 2 de junho, os pesquisadores do NANO realizaram um teste de projeção pertinente ao projeto Telebiosfera. O objetivo do teste era determinar as distâncias e ângulos apropriados para que uma imagem projetada e refletida de maneira específica preencham adequadamente o interior da cúpula que a recebe. Além da cúpula, a montagem contou com um projetor, um espelho reto e um semi esférico (e alguns braços fortes e incansáveis!).

Medidas obtidas através do teste
Medidas obtidas através do teste

Depois de muitos ajustes, uma imagem satisfatória foi obtida, e a realização do teste rendeu alguns números valiosos ao processo de desenvolvimento do projeto.

 

Confira o vídeo com cenas da montagem:

 

 

Acompanhe também as fotos do processo:

 

Telebiosfera

Impressão 3D e seu processo

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Atualmente no NANO, utilizamos a impressora 3D em boa parte do tempo. Sempre trabalhadora, ela é temperamental e muitas das vezes apresenta uma ou outra irregularidade. Ela reclama: jornadas de trabalho muito extensas a estressam.

A impressão 3d, ou prototipagem rápida, é uma tecnologia de fabricação aditiva no qual um modelo tridimensional é criado a partir da sobreposição sucessiva de camadas de materiais.

O objetivo no NANO de se usar uma máquina dessas é de atender as necessidades e auxiliar a solução de problemas do laboratório por meio de pesquisa das tecnologias disponíveis e produção de modelos em 3d.

A parte de impressão 3d tem como principal objetivo estudar esta tecnologia e as possibilidades oferecidas pela mesma de modo a tornar seu uso mais eficiente e integrado com as diferentes áreas e projetos desenvolvidos.

 

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Impressora usada no NANO prototipando uma peça em ABS.

Atualmente, existem diversas  tecnologias  de  impressão 3D, no qual todas  as  tecnologias  parte do princípio de executar diversos  fatiamentos  do modelo 3D, geralmente  na  horizontal,  obtendo uma  fina  camada que é impressa  através do processo de  deposição de  materiais.

Sobrepondo as diversas  camadas  uma  sobre a outra,  obtemos  o objeto final  desejado.  O  material a  ser  depositado pode ser  um plástico,  metal,  chocolate, entre outros.  O  mais  comum é  o uso de plásticos de engenharia como ABS, PLA entre outros.

Este processo proporciona precisão e rapidez, sem ter certas limitações impostas por outros tipos materiais e processos de fabricação, além da liberdade de criação para designers e artistas permitindo que desenvolvam suas próprias peças e objetos por meio da modelagem virtual em softwares como SolidWorks, Rhinoceros e AutoCAD.

 

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Início de uma impressão

Além dos softwares de modelagem virtual, outros dois softwares são utilizados; o Repetier e o Slicer, para operar a impressora e para transformar o arquivo de modelagem digital em camadas passiveis de impressão 3d, respectivamente.

As peças impressas não se restringem a modelos apenas para a visualização e dimensionamento sem utilidade prática, ao contrário, além da finalidade de testes a impressão 3d permite a produção de estruturas complexas e precisas, peças com movimentos mecânicos e encaixes. Assim, a impressora 3d é ferramenta essencial na composição dos projetos do NANO.

 

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Interface do software Repetier-Host V1.5.3 durante a impressão de uma peça

 

No que diz respeito a pesquisa em prototipagem rápida, quando não estão sendo desenvolvidas e impressas peças para os projetos, são realizados testes e estudos de material e estrutura, que visam aperfeiçoar o domínio da ferramenta e aprimorar o uso da mesma e suas aplicações.

 

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Algumas peças de encaixe impressas no NANO

Foram realizados workshops internos para que os bolsistas responsáveis pela impressão e pela modelagem virtual das peças conhecessem o funcionamento e pudessem operar os softwares utilizados e a impressora 3d.

A equipe responsável pela prototipagem em 3d trabalha em conjunto com os bolsistas responsáveis pela modelagem em 3d a fim de otimizar os modelos virtuais às limitações da impressão.

Referências

De Oliveira, Lara. Relatório PIBIC  2016.

Takagaki, Luiz Koiti. “Tecnologia de Impressão 3D.” RIT-REVISTA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA 2.2 (2013).

Processo de documentação audiovisual

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Segundo os dicionários atuais, documentação significa e remete ao conjunto de documentos para verificação de fatos históricos, identidade de pessoas etc. No NANO, documentação significa também ajudar a criar a identidade do laboratório, além de perpetuar a sua memória, através da documentação de eventos, workshops, oficinas, imersões e reuniões, isso tudo por meio de vídeos, fotos e áudios.
Como forma de melhor documentar os registros dos eventos anuais, aos quais o laboratório esteve relacionado, desenvolvemos e criamos uma narrativa visual, na qual buscamos apresentar as partes fundamentais dos eventos a serem documentados, assim como as pessoas que participaram e os seus diálogos.

Em meio ao processo de edição dos vídeos, notamos que seria necessário criar uma narrativa e linguagem visual para que, desse modo, transmitíssemos com maior eficiência os estados de emoções e ideias de quem estava envolvido nas filmagens, e, mais importante, proporcionar uma estrutura visual dos vídeos.

Desse modo, decidimos padronizar o uso de componentes visuais, tais como ritmo, movimento, cor e espaço, e, além disso, foram aplicadas músicas como um recurso para contribuir com a harmonização da narrativa a ser exibida.
Assim, na documentação, as principais tarefas (referentes ao áudio-visual) se referem a criar um roteiro mental da cena a ser gravada, para que se tenha o mínimo de organização e coerência da narrativa (ex: filmar cenas com o enquadramento parecido).

Dentro disto procuramos ir adiantando mentalmente o tom que cada vídeo pode ter, junto com a busca de músicas. É importante que o tom seja coerente com a história que está sendo contada.

Para a realização da edição dos vídeos nos utilizamos do programa Adobe Premiere, e para a parte sonora, utilizamos o Audacity e adotamos o uso do site Free Music Archive, uma biblioteca digital open source de músicas, que possui colaboração entre curadores e artistas.

 


Interface do Adobe Premiere
 

Neste processo todo, existem problemas que podem atrasar o andamento da edição, tal qual a grande quantidade de arquivos de vídeo para serem assistidos e cortados (em muitos casos, existem mais de 800 arquivos para serem analisados), ou a transferência demorada devido ao tamanho dos mesmos (transferência do computador do NANO para os nossos notebooks). Muitas das vezes, existem eventos com vários dias de duração, que precisam ter uma atenção redobrada, para que possam ser fragmentados de acordo com seus micro temas, pois um único vídeo de longa duração possui menos capacidade de prender a atenção do espectador, em comparação aos curtos.
O próximo passo se refere à aprimoração dos vídeos, no que diz respeito à explorar mais o mundo do documentário, criando vídeos mais explicativos quando necessário (ex: workshop, ou tutorial, em formato de documentário) ou mais artísticos (ex: performances), incorporando mais o uso do design na criação de uma identidade visual que auxilie na compreensão dos novos documentários.

Atualmente, os integrantes da documentação são: Bruna Mosca, Caroline Aquino, Lara de Oliveira, Pedro Barbosa e Thaís Guerra.

 

Vídeo apresentado na JICTAC de 2015.

Performance Acoplamentos Sensíveis II (Sonoplanta) – Exposição Verdefluxo no SESC Tijuca

No sábado, 5 de Setembro de 2015, aconteceu na abertura da exposição Verdefluxo a performance Acoplamentos Sensíveis II ( Sonoplanta), no SESC Tijuca.

A série “Acoplamentos Sensíveis” trata de propostas artísticas que exploram conexões entre o homem e a natureza mediadas por tecnologia. A presente versão trata-se de um vestível composto de uma planta e sistema eletrônico que, acoplados ao corpo, produzem som e luzes.

 

 

 

 

 

Confira também as demais fotos da exposição Verdefluxo:

 

Verdefluxo - SESC Tijuca

Primeiros passos no Ableton Live 9

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Estamos dando início à sonificação no laboratório NANO, no qual o objetivo principal é coletar dados e converte-los em som. Para isso é necessário conhecimentos em dados MIDI e OSC . Os softwares escolhidos para este projeto são: Ableton Live 9 e Max/MSP.

Hoje vamos apresentar o programa Ableton, no qual o tutorial abaixo irá apresentar os primeiros passos, ferramentas, funções  e interface do programa.

(posicione o cursor para visualizar as setas de navegação)

Tutorial Ableton live 9

Video recomendados


Nós Abelhas – Mais uma etapa da montagem

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Após os testes com os materiais e colagem foram vincadas na lasercut do Laboratório LAMO 3D ( aqui nossos agradecimentos pelo incrível apoio) várias folhas em 1:1 no papel kraft e no papel vegetal. O primeiro se mostrou mais resistente. O vegetal tende a rasgar nas dobras, apesar do efeito translúcido ser mais interessante. Também foram acrescido furos para em dobras específicas para fazer o encaixe de ganchos. Teste com ilhois não deram certo e estamos usando porcas, arruelas e ganchos em parafuso.

Um protótipo em PS foi cortado para simular a caixa de acrílico. Um MDF cedido pelo LAMO foi utilizado para testar os encaixes da caixa onde ficarão os equipamentos. Duas faces do hexágono foram cortadas em madeira e ficou mais interessante.

Uma vez montado e pendurado foi possível experimentar com o objeto. A caixa de madeira vazada e os furos no Kraft deram um alívio na sensação de claustrofobia. É possível observar o exterior pelos orifícios e ao mesmo tempo se sentir dentro de uma espécie de casulo.

Nós Abelhas – Processo de Montagem estrutura em dobradura

Nós Abelhas é um dos desdobramentos do projeto S.H.A.S.T. – Sistema Habitacional para Abelhas Sem Teto – com o objetivo de criar uma instalação móvel para jardins. O esquema mostra as dimensões em escala humana e suas partes. Nas imagens abaixo estão documentados momentos diversos da produção do invólucro do corpo, concebido com base em dobraduras de origami.

 

 

 

 











Confecção de Kokedamas [ vídeo]

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No dia 29 de julho de 2015 o NANO se reuniu no Alto da Boa Vista para a criação de pequenos arranjos de plantas aéreas, os chamados Kokedamas. Ele é uma bola de terra coberta com musgo, com uma planta inserida em seu interior, e preso por um fio de nylon, ou arame.
Os sete kokedamas foram feitos para serem inseridos na exposição Verdefluxos, no SESC Tijuca, no mês de agosto de 2015.

 

 

Modelo S.H.A.S.T para SESC

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Modelo da base para o módulo 3 do S.H.A.S.T para a exposição VERDEFLUXOS no SESC Tijuca a ser inaugurada.

 

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 Após experimentarmos várias configurações de posicionamento da instalação chegamos as medidas de 9 cm de distancia entre o projetor e um espelho de 6x6cm e 9 cm de espaço entre o projetor e a base do S.H.A.S.T. 

 

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