Diálogos Transdisciplinares – Manuel A. de Castro e Celso Guimarães

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Mediação: Leandro Moreira furtado

“… pois Pensar e Fazer também pertencem conjuntamente numa Reciprocidade”

Da sentença III do pensador originário (Parmênides de Eleia, hoje Vélia, na Itália, cerca de 530-460 a. C.) muito se ouviu falar: “Pensar e Ser são o mesmo”. Numa outra tradução possível e por maior proximidade também se pode interpretar como: “Percepção e Ser se pertencem conjuntamente numa Reciprocidade”. Tentaremos neste Diálogo abordar duas outras questões, primordiais para o todo artístico: Pensar e Fazer. Portanto, assim como em Parmênides, também essas questões não se podem conceber nem entender separadamente. Tratamos aqui de um revisitamento daquilo que hoje se dispõe separadamente e, por isto, se tornou confuso. Questões como o Fotografar e Sentido são inerentes à Arte na atualidade (e sempre), gerando, portanto, aberturas. Outras questões como praxis, poiesis e interdsciplinaridade (o “entre” das disciplinas) também se farão presentes nesta mesa sobre Diálogos. Enfim um pequeno, porém básico do que se pensou e do que se entende atualmente nesta esfera, círculo da arte.Aqui, este semeário (Seminário) é instância (Posição) que se propõe a dispor uma semente que, ao brotar, faça germinar frutos. Com isto, aqui se pretende um Lugar de abertura e não de de-cisões, de questões e não de-finições: Diálogos.

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Manuel Antônio de Castro (CONVIDADO EXTERNO)

Nasceu em março de 1941, em Portugal. Em 1952 emigrou para o Brasil. Em Minas Gerais – cursou ensino médio com os frades franciscanos. De 1962 a 1964 fez o curso de filosofia no Rio Grande do Sul, tendo como professor Dom Cláudio Hummes. Sai e faz o curso português-francês, terminado em 1969. Convidado pelo prof. Eduardo Portella, torna-se professor da UFRJ em 1970. De 1971 a 1973 faz o Mestrado e se torna Mestre, com a Dissertação: O homem provisório no grande ser-tão. Uma leitura de Grande Sertão: veredas. Em 1976 faz concurso para Assistente na UFRJ. Em 1975 inicia o doutorado e com a tese O acontecer Poético – a história literária obtém o título de Doutor em Letras. Por concurso,em 1998, se torna Titular de Poética, dando continuidade à sua travessia. Suas pesquisas e publicações desenvolvem uma Poética da Poiesis, voltada para a integração de Pensamento e Poesia. Leciona nos Cursos de Pós-Graduação e orienta Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado no Programa de Ciência da Literatura, na Área de Poética, da Faculdade de Letras da UFRJ.

Celso Pereira Guimarães

Possui graduação em Visuelle Kommunikation – Universitaet Essen-Gesamthochschule (Folkwangschule fuer Gestaltung) (1976), mestrado em Kommunikationsdesign – Bergische Universität Wuppertal (1991) e doutorado pela COPPE-UFRJ na área de Computação de Alto Desempenho com pesquisa e Tese enfatizando a “Realidade Virtual e a Visualidade na Imagem”. Professor Associado da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, docente no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGAV) e no Curso de Comunicação Visual Design da EBA-UFRJ. Área de atuação: Experimentação e Criação digital, projetos em Informação Design, em Foto-Design e no campo da Historia do Design. Desenvolve a linha de pesquisa sob o tema “A Interface Arte e Imagem na Comunicação Visual”. Design de Interiores da FAAL em Limeira, São Paulo.

Leandro Moreira Furtado

Artista-Pesquisador e Professor em Ateliers, Oficinas e demais instituições. Graduação em Artes e Especialização em “Artes, Cultura Visual e Comunicação” pelo Instituto de Artes e Design (UFJF, MG). Título de Mestrado e em Doutoramento pela linha “Poéticas Interdisciplinares” do Programa de Pós- Graduação em Artes Visuais (PPGAV-UFRJ, RJ). Foi Professor do Instituto de Artes e Design e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (UFJF, MG), Faculdade de Comunicação (UNIPAC, MG) e dos Cursos de Graduação em Pintura e em Desenho Industrial da Escola de Belas Artes (EBA-UFRJ, RJ). Tem experiência na área de Artes Plásticas e Visuais e atualmente desenvolve pesquisas nos seguintes temas: Physis e Poiesis da Obra e Imagem de Arte.

Ecotelemedia – Workshop em telemática

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Nesse workshop criamos uma sistema com base numa lanterna japonesa, LEDs e ventilador para computador para simular um hiperorganismo que se contrai e expande de acordo com interações numa planta e via rede.

Após os testes tivemos uma manhã de trocas telemáticas no qual variáveis numéricas desse sistema foram enviadas para a Dinamarca e China via OSC. Foram também utilizados comandos via jacktrip para envio e recebimento de audio com a China. Este trabalho será documentado em artigo posteriormente.

Sketch

Testes iniciais

Ecotelemedia - Testes luz e movimento - gambiarra

 

Telemediações

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O evento “Telemediações. Explorando paradigmas estéticos em ecologias híbridas”, trata-se de um conjunto de atividades de caráter transdisciplinar e escopo internacional a serem realizadas no âmbito da Universidade Federal do Rio de Janeiro no período dos dias 25 a 29 de abril de 2011. São partes integrantes dessas atividades:

• Simpósio

• Open Lab

• Visitas Laboratoriais

Apoiado pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais/EBA/UFRJ, o evento Telemediações  é resultado de uma ação colaborativa entre universidades dos países: Brasil – UFRJ, Dinamarca – IT University  e China – Central Conservatory of Music, Beijing, com base no projeto “The aesthetics of global connectivity: exploring design strategies and networked technologies of distributed sites through artistic processes” (ver detalhes abaixo).

Em linhas gerais, esse projeto tem por finalidade estabelecer metodologias de pesquisa e criação artística, substanciadas por trocas locais e telemáticas (online/off-line) entre artistas e pesquisadores dos países envolvidos, através de oficinas, encontros e seminários. O projeto visa dessa forma o estabelecimento de uma rede telemática distribuída, local e globalmente, com objetivo a estruturar uma robusta plataforma transdisciplinar de pesquisa que atue na intersecção dos campos da arte, ciência e tecnologia.

A primeira etapa desse projeto ocorrerá no Brasil, sob coordenação geral do Prof. Dr. Guto Nóbrega (PPGAV/EBA/UFRJ), e contará com a realização das atividades: simpósio, Open Lab e visitas Laboratoriais. Esta primeira etapa das atividades atenderá pela rubrica  “Telemediacões.Explorando paradigmas estéticos em ecologias híbridas”.

O evento Telemediações tem origem no seguinte projeto de rede:

The aesthetics of global connectivity: exploring design strategies and networked technologies of distributed sites through artistic processes

This project is an explorative investigation of the aesthetics of global connectivity. The aesthetic approach is a way to explore possibilities in technologically mediated relationships, which then inform the development of consistent models that correlate between the participatory experience, the compositional strategies, and the technological design. The offline/online workshops enable an exploration through developing prototypes and staging events, which involve the total communicational complexity of the integrated platform as the artistic medium. The research network is established expecting that researchers at IT University, University Federal do Rio de Janeiro, and Central Conservatory of Music will complement each other in the interdisciplinary research into globally connected performance activities. The workshops will include the participation of a wider selection of researchers, using the events to introduce related institutions and individuals to the project themes. The network project includes three workshops on-site at the respective collaborators, and a continuous process of online collaboration.

Artists-researchers coordinators of this project:

Guto Nóbrega, Ph.D. Assistant Professor, PPGAV/EBA/UFRJ – Brasil

Kjell Yngve Petersen, Ph.D. Assistant Professor, IT University – Dinamarca

Kenneth Fields, Ph.D. Research Professor in Networked Music, Central Conservatory of Music, Beijing China. Canada Research Chair. University of Calgary.

Toante Kaimbé – Exposição EmMeio III

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Grupo REDE

Toante Kaimbé – Exposição EmMeio III

 

Exposição realizada por ocasião do #9.ART Encontro Internacional de Arte e Tecnologia – Museu da República – Brasília DF, 2010

Título: Toante Kaimbé

Autores: Maria Luiza Fragoso e Grupo Rede 2010: Caio Cruz (UFRJ), Dennys Mitihey Ando (UFRJ), Josinaldo da Silva (UnB), Sully Ceccopieri (UFRJ), Ricardo Cortaz (UFRJ)

 

Especificações técnicas: Hardware – sistema computacional multimídia, projetor multimídia, placa Arduino com sensores, caixas de som, DVD layer, mandiocas; Software – Processing, Aftereffects, Premiere, windows XP; espaço físico da instalação –   mezanino no Museu da República, elevador.

 

Toante Kaimbé é uma instalação multimídia interativa criada em três etapas: a captura das , sons e  vídeos durante pesquisa de campo junto ao povo Kaimbé, Bahia; seleção e edição desse material; concepção e montagem de instalação multimídia interativa. A instalação foi projetada para experimentar as possibilidades de interação utilizando placas Arduino com sensores atuando em Processing. A concepção visual está calcada na construção das imagens em camadas que cria a sensação de profundidade e movimento. A sensação de profundidade das fotos em movimento é reforçada na montagem das projeções, também em camadas, sobre laminados impressos com retículas coloridas.  A sensação é de leveza, de múltiplos planos e de movimentos sincronizados variados. Buscamos nessas experimentações provocar deslocamentos de espaço e de tempo ao dialogar com o universo simbólico e mítico da cultura Potiguara reforçando elementos ritualísticos tradicionais. O diálogo é proposto de forma sutil e metafórica. O publico poderá interagir com as imagens e sons também de forma sutil e metafórica.

Processos Abertos – Anaisa Franco

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Anaisa Franco, 1981. Trabalha como artista. Desde 2006 ela tem desenvolvido trabalhos em Medialabs e residências em Instituições como Medialab PRADO, MECAD-ESDi, MIS, HANGAR e TAV Taipei Artist Village. Ela tem exibido internacionalmente em exposições como 5th Seoul International Media Art Bienalle em Seoul na Korea, Vision Play no Medialab Prado, Espanha. Sonarmática no CCCB em Barcelona, FILE e Mostra LABMIS em Sao Paulo, Fusion Folks em Taipei, SLOW no Plymouth Art Centre na Inglaterra, entre muitas outras.É mestre em Arte Digital e Tecnologia pela Universidade de Plymouth na Inglaterra, financiada pela Bolsa Alban e Bacharel em Artes Plásticas pela FAAP em São Paulo.Ela cria esculturas robóticas que interconectam o físico com o digital, re-significando conceitos da psicologia, ela proporciona sonhos, comportamentos, imaginações e sentimentos para as esculturas.

 

 

ReBAMbolation

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A ação ReBAMbolation propôs a inserção do Campo de Bambolês em dois locais e horários diferentes no Rio de Janeiro, Lapa 22h e Largo da Carioca 14h. Tratou-se de oferecer ao espaço diversos desses objetos ‘bambolês’, comuns ou customizados, disponíveis para possíveis interações. O Campo de Bambolês gera intervenções de diferentes tonalidades e intencionalidades, a partir do momento em que os bambolês são carregados na rua, proporcionando diferentes graus de intervenção no espaço urbano.

No caso da ação ReBAMbolation houve também a apropriação musical da canção “rebolation”, remixada, por Marcelo Wasem, que se torna “re(bam)bolation” através da aplicação da desconstrução musical e de fragmentos em camadas sonoras. É aplicado um conjunto de efeitos sonoros (eco, delay, distorção, inversão) nos fragmentos da canção. Ênfases rítmicas são copiadas e dispostas isoladamente em outros momentos da remixagem. Durante a ação no Largo da Carioca, a música foi tocada numa banca de jornal bem próxima, criando uma atmosfera compositiva. Na lapa, a performance foi transmitida em tempo real pelo USTREAM do grupo.

Participaram do evento a dançarina Lara Seidler, o músico e artista visual Marcelo Wasem, o designer em computação gráfica Mano Vianna, os artistas Leonel Brum, Jorge Soledar, Leonardo Galvão, Mariana Novaes, Mauro Fainguelernt e Paula Scamparini todos alunos de Mestrado e Doutorado da Pós- Graduação em Artes Visuais (PPGAV-EBA/UFRJ), sob coordenação da professora e artista multimídia Dra. Maria Luiza Fragoso.

Possuía também a colaboração da arquiteta Andressa Martinez, doutoranda em Urbanismo pelo PROURB-FAU/UFRJ.

GRUPO A.C.H.o – 2010

Processos Abertos – Mariana Manhães

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No dia 14 de outubro tivemos nossa segunda palestra realizada. As palavras de Mariana Manhães foram extremamente enriquecedoras e aproveito esse espaço para agradecê-la por ter aceitado nosso convite. Não posso me esquecer de agradecer também ao seu pai e engenheiro Antonio Moutinho pela colaboração.

A palestra desse dia foi bem sucedida não só se tratando do conteúdo mas também posso dizer q melhoramos a organização do espaço físico de onde ela aconteceu. Com a troca da mesa grande e pesada por uma menor e sem tapa-fio e com a disposição das cadeiras foi possível enxergar melhor os palestrantes e deixar o ambiente mais informal, com menos cara de “aula” ou de palestra mesmo (obs: falo em relação a primeira palestra, postaremos um resumo de tudo isso em breve).

O método de divulgação é previsível: imprimimos dez cartazes no tamanho A3 e o espalhamos pelo prédio da reitoria, criamos um evento no facebook e mandamos convites por e-mail. A quantidade de ouvintes não foi o ideal (o que é lamentável pois a palestra foi realmente boa e muitas pessoas teriam gostado), mas das três palestras foi a mais cheia. Não que a divulgação tenha sido eficiente e sim por acaso (que fique claro). Estamos considerando esse método de divulgação um tanto arcaico e a elaboração de novas formas de chamar a atenção de alunos e funcionários se mostra necessária, principalmente depois da última palestra (Diálogos Transdiciplinares, 22/10) cujos ouvintes poderiam ser contados com os dedos das mãos.

Outro assunto a ser discutido é a iluminação. Sempre há a necessidade de expor vídeos, imagens e até textos, mas até que ponto a figura do palestrante é menos “importante” (uso essa palavra até achar uma  melhor) que tais projeções? Ligar ou desligar a luz? Eis a questão.

E eis o relatório.

Brínea Costa

Rio Branco

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Utilizando-se das águas metafóricas do Rio Branco, a avenida Rio Branco, que é um dos mais importantes eixos do centro empresarial da cidade, constitui palco para a performance e interação do grupo em torno da ação dançante de Lara Seidler. Lara desenvolveu uma achão de interação com os elementos fixos da rua (calçadas, mobiliário urbano, sinalização), os objetos temporários (andaimes, painéis publicitários, canteiros de obras) e os fluxos concretos (pedestres e veículos) e subjetivos, caracterizados pela reação espontânea e imprevisível da audiência em movimento no espaço público da cidade.

O trabalho possuía um trajeto preliminar programado e um estímulo sonoro criado pelo músico e artista visual Marcelo Wasen para auxiliar o trabalho corporal da dançarina. Todas as alterações de ritmo nesse ‘ballet urbano’, os pontos de inflexão da performance, as paradas, os momentos de ativação e desativação coreográficos, a interação com os fixos e fluxos foram consequências de um processo aberto e relacional entre o lugar, o grupo, a audiência e a dançarina.

A performance foi transmitida em tempo real via USTREAM do grupo com interação de internautas. Leonardo Galvão criou QRCodes que foram impressos e adesivados sobre a roupa da dançarina que também distribuiu adesivos pelo seu trajeto. Estes foram criados com animações em 3D que podiam ser visualizadas pela transmissão on line e por celulares ou netbooks no local durante a performance.

Participaram do evento a dançarina Lara Seidler, o músico e artista visual Marcelo Wasem, o vídeo artista Leonardo Galvão, o diretor de cena Leonel Brum e o designer em computação gráfica Mano Vianna, todos alunos de Mestrado e Doutorado da Pós- Graduação em Artes Visuais (PPGAV-EBA/UFRJ), sob a coordenação da professora e artista multimídia Dra. Maria Luiza Fragoso. Possuía também a colaboração de Antonieta Acosta, dançarina e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Arte da UFF (PPGCA-UFF) e da arquiteta Andressa Martinez, doutoranda em Urbanismo pelo PROURB-FAU/UFRJ.

GRUPO A.C.H.o – 2009